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sexta-feira, 13 de maio de 2016

“Michael Schumacher está travando a batalha mais importante de sua vida”

Michael Schumacher
Poster de T.A.

“Michael Schumacher está travando a batalha mais importante de sua vida”


Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial da Fórmula 1, “está travando a batalha mais importante de sua vida”, afirmou Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), na Sicília, onde se encontra por ocasião da prova de resistência de Targa Florio. Todt foi questionado a respeito de uma informação divulgada pelo portal norte-americano News Everyday segundo a qual apenas um milagre seria capaz de promover a recuperação do piloto. As especulações sobre o estado de Schumacher são ininterruptas desde o acidente que ele sofreu dois anos atrás e diante do bloqueio de informações imposto pela família sobre o assunto.
Já se passaram mais de dois anos do acidente que Michael Schumacher sofreu na estação alpina de Méribel (França), em 29 de dezembro de 2013. Naquele domingo, Schumi deixou o seu chalé por volta das 11h acompanhado de Mick, seu filho. Embrenhou-se por um caminho fora da pista e à certa altura perdeu o controle de seus esquis, precipitando-se de cabeça contra uma pedra. O choque provocou lesões irreversíveis no piloto mais premiado da história da Fórmula 1. Desde então, as informações divulgadas sobre a vida do alemão têm sido confusas.





Em fevereiro passado, Luca Cordero De Montezamolo comentou que a saúde do campeão havia piorado. “Tenho notícias sobre ele, e infelizmente elas não são nada boas”,disse na ocasião. Agora, Todt volta a confirmar as informações da News Everyday.
O portal norte-americano, que cita o britânico Express (o portal do The Daily Express), afirma que os avanços no sentido da recuperação do piloto são “dolorosamente lentos” e que “não se vislumbra nenhum milagre no horizonte”. A fonte citada originalmente pelo jornal britânico destaca que Schumacher não consegue falar, “reconhece de forma limitada” as pessoas e não pode se levantar.
Michael Schumacher é assistido permanentemente por uma equipe de 15 profissionais, assessorados por Jean François Payen, que fez a cirurgia de retirada dos coágulos sanguíneos depois do acidente sofrido pelo piloto em 29 de dezembro de 2013.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

“Tenho notícias de Schumacher, e infelizmente não são boas”

Michael Schumacher
Poster de T.A.

“Tenho notícias de Schumacher, e infelizmente não são boas”

Ex-presidente da Ferrari insinua piora na saúde do alemão, que sofreu lesão cerebral


ORIOL PUIGDEMONT
5 FEV 2016 - 11:08 COT


Fazia tempo que não havia nenhuma atualização sobre o estado de saúde de Michael Schumacher. Até que Luca Cordero Di Montezemolo, o ex-presidente da Ferrari que o convenceu a deixar a Benetton em 1996 para se unir à escuderia italiana, fez soar todos os alarmes especulando o pior desenlace. “Tenho notícias dele, e infelizmente não são boas”, disse ontem o executivo, em Milão, a um grupo de jornalistas que queriam saber sobre o heptacampeão do mundo. “Michael foi um grande piloto, e ambos compartilhamos muito, tanto no plano profissional como no pessoal. Mas a vida é muito estranha”, afirmou Montezemolo. “Foi quem mais vitórias teve na Ferrari, e em toda sua carreira só teve um acidente sério, em 1999. Infelizmente, uma queda de esqui lhe trouxe consequências horríveis”, afirmou o italiano, sem dar mais detalhes. A família e Sabine Khem, sua porta-voz, não quiseram comentar as declarações.
Em 29 de dezembro de 2014, Schumacher sofreu um acidente na estação alpina de Méribel (França). Naquele domingo, Schumi saiu de seu chalé ao redor das 11h acompanhado por Mick, seu filho. Enveredou por fora da pista e perdeu o controle dos esquis, batendo a cabeça numa rocha. Foi levado de helicóptero ao hospital de Moutiers e de lá ao de Grenoble, onde já chegou em coma. Os médicos o submeteram a duas operações cerebrais para estabilizar e reduzir os edemas e a pressão intracraniana, mas a violência do golpe deixou lesões irreversíveis. No início de fevereiro os médicos começaram a retirar a sedação, e em abril informaram que o ex-piloto reagia a certos estímulos externos. Meio ano depois do incidente, contudo, a equipe decidiu voltar a interná-lo numa clínica de Lausanne. Lá ele esteve três meses e retornou à casa em setembro de 2014. Corinna, sua mulher, o acondicionou numa ala de sua propriedade em Gland (Suíça) com todos os equipamentos necessários ao delicado estado físico do alemão. A família recebe a colaboração assídua de Kai Schnapka, treinador pessoal do piloto em sua última etapa na Mercedes (2010-2012). Meses atrás, uma fonte do entorno do Kaiser afirmou que ele passava grande parte do tempo sentado numa cadeira de rodas adaptada à sua limitação, já que não pode nem falar nem se mover e dificilmente voltará a fazê-lo. Com exceção da esposa e dos dois filhos, o acesso à propriedade está totalmente restrito.

Hermetismo e desmentidos

O hermetismo das pessoas mais próximas a Schumacher é total. Os poucos comunicados foram feitos por Khem, e sempre para desmentir rumores. Uma das últimas manifestações públicas dos familiares ocorreu em novembro de 2014, quando reativaram o site de Schumacher para comemorar as duas décadas de seu primeiro título mundial, conquistado no circuito de Adelaide em 1994.
“Continuamos recebendo mensagens diárias desejando que Michael se recupere logo. E continuamos sem palavras pela quantidade de expressões de afeto que recebemos. Só podemos agradecer por estarem ao nosso lado e ao lado dele nessa luta”, escreveu a família no portal.