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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Tom Ripley chega aos 70 talentoso como sempre

 

A escritora americana Patricia Highsmith, mestre do gênero policial, em fotografia tirada em 1949, final da década em que escreveu seus principais contos

Tom Ripley chega aos 70 talentoso como sempre



IVAN FINOTTI
13.12.2025




[RESUMO] A literatura policial não foi mais a mesma depois de 1955, quando a americana Patricia Highsmith lançou "O Talentoso Ripley", a primeira história do sociopata Tom Ripley. Nas décadas posteriores, outros quatro romances fizeram do personagem um dos ícones do gênero, tão representativo do século 20 quanto Sherlock Holmes o foi da Inglaterra vitoriana. Interpretações no cinema e na TV — a primeira delas de Alain Delon, em 1960, e depois Dennis Hopper (1977), Matt Damon (1999), John Malkovich (2002) até Andrew Scott (2024) na Netflix — desde então ajudaram a consolidar Ripley no imaginário popular.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Patricia Highsmith / Carol


Patricia Highsmith
CAROL
Cate Blanchett
Rooney Mara





Carol & Therese 

 Love at first sight


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Patricia Highsmith / The Price of Salt


Patricia Highsmith
THE PRICE OF SALT


“A música vivia, mas o mundo estava morto. E a canção morreria um dia, pensou, mas como voltaria o mundo à vida? Como voltaria o seu sal?” 

Patricia Highsmith
The Price of Salt


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O filme Carol e o apaxionar-se


O FILME CAROL E O APAIXONAR-SE...


POR SIMONE BITTENCOURT SHAUY


Um encontro inesperado transforma para sempre a vida de duas extraordinárias mulheres numa época na qual uma paixão assim seria traduzida como imperdoável transgressão.

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Cate Blanchett (Carol) e Rooney Mara (Therese)
Carol
O cenário é Nova Iorque, Estados Unidos, década de 50. O filme baseado no livro entitulado originalmente "The Price of Salt" da autora americana Patricia Highsmith. A história, uma história sobre as descobertas, o fascínio, belezas, incertezas e os desafios no processo do apaixonar-se.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carol / Uma história de paixão

Carol
Cate Blanchett e Rooney Mara


Uma história de paixão

'Carol' parece um filme de Douglas Sirk, com sua sensibilidade, seu brilhante barroquismo e seu espetacular tratamento da luz







“Tinha os olhos cinza, incolores, mas dominantes como a luz ou o fogo (...). A mulher também olhava para Therese (...). Então a viu avançar lentamente até o balcão, e o coração deu um tranco recuperando o ritmo. Sentiu que o rosto lhe ardia à medida que a mulher se aproximava cada vez mais”, escreveu Patricia Highsmith em Carol. A radiografia de uma excitação física, talvez também mental, que ocorre interiormente e luta para sair ao exterior. Em apenas um parágrafo, como em tantos outros grandes romances. Não tanto como em outros: são duas mulheres. Em 1952, Highsmith conseguiu publicar Carol, uma história de amor proibido. Tão proibido que no cinema dos anos cinquenta teria sido impensável a sua adaptação. Ela chega agora, em 2016, graças ao trabalho de Todd Haynes, empenhado em reconstruir o cinema daquela década com a liberdade desta.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Carol, a primeira joia de Cannes


FESTIVAL DE CANNES 

‘Carol’, a primeira joia de Cannes

Todd Haynes adaptou com inteligência e sensibilidade o romance de Patricia Highsmith


Todd Haynes, entre Rooney Mara (esquerda) e Cate Blanchett. / ERIC GAILLARD (REUTERS)
Patricia Highsmith, essa escritora viciante, mestra do desassossego e do suspense, fatalista, dona de um conhecimento profundo do anverso e do reverso da condição humana, inventora de um personagem tão ardiloso, complexo e lendário como Tom Ripley, escreveu o romance Carol sob pseudônimo. Acredito que foi um dos primeiros e foi reeditado com seu verdadeiro nome muitos anos depois. É um romance perturbador em que a autora pessimista se dá ao luxo de um final feliz, de que um amor muito problemático se consolide. Suspeito que o que Patricia Highsmith contava era autobiográfico. E que os tempos eram tão puritanos e hipócritas que ela não se atreveu a assinar com seu nome.
Carol é uma história de amor. Mas a razão de que sua criadora tenha se refugiado no anonimato se deve ao fato de que a paixão é protagonizada por duas mulheres. O diretor Todd Haynes, alguém com quem eu nunca havia sintonizado em sua breve e prestigiosa obra, adaptou com inteligência e sensibilidade esse romance. O fez de forma admirável, descrevendo com intensidade e sutileza na mútua sedução entre essas duas mulheres e o conflito que isso implicará para suas vidas infelizes. Haynes mostra elegância, poder de sugestão, capacidade de criar nuances, um romantismo nada exibicionista e uma ambientação primorosa. Consegue fisgar o espectador do princípio ao fim transmitindo-lhe as incertezas, os medos, o desejo irreprimível, a certeza de que você encontrou a pessoa que andou buscando às cegas a vida inteira e a temível conta social, familiar e sentimental que o casal terá de pagar se seguir em frente com esse amor que a sociedade condena.

Jogo de olhares

Haynes recria a Nova York do início dos anos cinquenta com a precisão e a estética de um fotógrafo superdotado. E também a atmosfera da cidade. Até o mínimo detalhe transmite realidade; nada soa a cenário ou a impostura. E o jogo de olhares, o retrato do que vai sentindo progressivamente esse casal, o que expressam, e os seus silêncios, sua necessidade de fugir e de permanecer, é descrito com beleza, sentimento e profundidade psicológica. Uma dessas mulheres está amargamente casada com um milionário. Ela é pura classe, sofisticação, age com naturalidade no mundo dos vencedores. A outra é jovem, trabalha como vendedora, se sente muito só, embora tenha um namorado solícito e bondoso, faz fotografias muito bonitas com as quais pretende suportar melhor sua vida cinzenta. Há muita pureza nela; ela não sabe o que quer até conhecer Carol. Se a narrativa de Haynes deixa você de boca aberta, as maravilhosas interpretações de Cate Blanchett e Rooney Mara estão no mesmo nível. É um filme com tanto estilo quanto verossimilhança, você acredita nele e o sente; é o que vi de melhor até agora no festival.
Un Día Perfecto, apresentado na Quinzena dos Realizadores, é o filme mais recente de Fernando León de Aranoa. Ambientado na guerra dos Balcãs, pretende ser um mergulho no horror, no sofrimento de tantas vítimas inocentes e destituídas de quase tudo, por meio da ajuda –sob risco permanente de morte ou de mutilação– oferecida por um experiente grupo de cooperantes.
É bem narrado, mas algo está faltando; foge do maniqueísmo, mas me parece frio. Tem muitos elementos e situações para comover, mas vejo e ouço o filme de modo distanciado. É honesto, mas não brilhante. Os personagens são críveis e as interpretações de Benicio del Toro e Tim Robbins são eficientes –mas não deixam muitas marcas na memória. Como sempre, falo em primeira pessoa. Tomara que o público pense de outra maneira. O esforço e as intenções do autor o merecem.