segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Spartacus / Stanley Kubrick / 1960



  Qual era a ideia?  Rodar uma imensa epopeia que transformaria seu protagonista e produtor, Kirk Douglas, em um mito de Hollywood.  O que deu errado?  Depois de algumas semanas, Kirk Douglas achou que o diretor Anthony Mann não estava à altura dessa produção com cenas de até 8.000 figurantes. Então pagou seu salário e o demitiu. Precisava de um diretor que se deixasse manipular pelo estúdio e, sabe Deus por que, achou que essa pessoa era Stanley Kubrick. O “galinho do Bronx”, como Douglas definiria Kubrick, substituiu Sabine Bethmann por Jean Simmons e tentou eliminar a hoje icônica cena do “Eu sou Spartacus”. Simmons teve de ser operada com urgência no meio da filmagem, Tony Curtis foi engessado e Charles Laughton ameaçava diariamente processar Douglas. Quando contrataram 8.500 soldados espanhóis (a cada um dos quais Kubrick dava indicações concretas) para as cenas de batalha filmadas em Colmenar Viejo (Madri), Francisco Franco exigiu um pagamento em dinheiro para a organização caritativa de sua esposa.   Como a coisa acabou?  Kubrick renegaria o filme, o único de sua carreira em que não teve controle total sobre a montagem. Na imagem, Kirk Douglas em uma cena no filme.
Espartacus




Spartacus
(Stanley Kubrick, 1960) 

JUAN SANGUINO
3 SET 2018 - 10:06 COT


Qual era a ideia? 

Rodar uma imensa epopeia que transformaria seu protagonista e produtor, Kirk Douglas, em um mito de Hollywood.


O que deu errado? 

Depois de algumas semanas, Kirk Douglas achou que o diretor Anthony Mann não estava à altura dessa produção com cenas de até 8.000 figurantes. Então pagou seu salário e o demitiu. Precisava de um diretor que se deixasse manipular pelo estúdio e, sabe Deus por que, achou que essa pessoa era Stanley Kubrick. O “galinho do Bronx”, como Douglas definiria Kubrick, substituiu Sabine Bethmann por Jean Simmons e tentou eliminar a hoje icônica cena do “Eu sou Spartacus”. Simmons teve de ser operada com urgência no meio da filmagem, Tony Curtis foi engessado e Charles Laughton ameaçava diariamente processar Douglas. Quando contrataram 8.500 soldados espanhóis (a cada um dos quais Kubrick dava indicações concretas) para as cenas de batalha filmadas em Colmenar Viejo (Madri), Francisco Franco exigiu um pagamento em dinheiro para a organização caritativa de sua esposa.


Como a coisa acabou? 

Kubrick renegaria o filme, o único de sua carreira em que não teve controle total sobre a montagem. Na imagem, Kirk Douglas em uma cena no filme.

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DE OTROS MUNDOS

DRAGON

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RIMBAUD
Kirk Douglas, dernier grand monstre sacré d'Hollywood, est mort
Une fossette au menton, c’est un détail, mais c’est à cela qu’on pense automatiquement après la mort de Kirk Douglas
Kirk Douglas / ‘I never thought I’d live to 100. That’s shocked me’

DANTE


domingo, 9 de fevereiro de 2020

Morre Kirk Douglas, a última grande estrela da velha Hollywood, aos 103 anos

Kirk Douglas


Morre Kirk Douglas, a última grande estrela da velha Hollywood, aos 103 anos

O lendário ator que encarnou ‘Spartacus’ só ganhou um Oscar, honorário, por sua trajetória, apesar de ter sido indicado três vezes


05 feb 2020


Kirk Douglasuma das últimas grandes estrelas da velha Hollywood, morreu nesta quarta-feira aos 103 anos, segundo informam vários meios de comunicação dos Estados Unidos e confirmou seu filho, o também ator Michael Douglas, à revista People. “Com tremenda tristeza, meus irmãos e eu anunciamos que Kirk Douglas nos deixou hoje aos 103 anos”, diz o comunicado enviado pelo ator à revista.

“Para o mundo, era uma lenda, um ator da era de ouro do cinema que viveu até a sua idade de ouro, um ser humano cujo compromisso com a justiça e com as causas nas quais ele acreditava marcaram um padrão ao qual todos nós aspiramos. Mas, para “Com tremenda tristeza, meus irmãos e eu anunciamos que K anos”, diz o comunicado enviado pelo ator à revista.


Kirk Douglas


Issur Danielovitch Demsky, conhecido como Kirk Douglas, nasceu em Amsterdã, uma cidade no estado de Nova York, nos Estados Unidos, em 9 de dezembro de 1916. Sua família era de origem russa judaica, que emigrou em 1908. Seu pai, um trapaceiro, abandonou a casa da família quando Douglas tinha só cinco anos. Ele tinha seis irmãs mais velhas. Ele teve que trabalhar desde cedo para ajudar sua família financeiramente, combinando os vários empregos com seus estudos na Universidade de Saint Lawrence, onde se formou em Letras. Posteriormente, estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas, em Nova York.

Em 1941 foi mobilizado, ingressando na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial. Foi oficial de comunicações em uma unidade antissubmarinos. Retornou a Nova York com ferimentos de guerra e lá começou a atuar em peças teatrais graças ao apoio da atriz Lauren Bacall.


Kirk Douglas


Em 1946 estreou em Hollywood com O Tempo Não Apaga, de Lewis Milestone. Trabalhou em mais de 90 filmes e dirigiu dois filmes. Rodou sob as ordens dos diretores mais famosos, como Vincente Minelli, Jacques Tourneur, King Vidor, John Huston, Billy Wilder, Otto Preminger, Elia Kazan, Howard Hawks e William Wyler. Com Stanley Kubrick estrelou Glória Feita de Sangue em 1957 e Spartacus em 1960, filme emblemático de sua carreira, produzido pelo ator e que reabilitou —graças ao empenho pessoal de Douglas— o roteirista Dalton Trumbo, retaliado pelo macartismo, permitindo que aparecesse nos créditos. Douglas rodou sete filmes na companhia do ator Burt Lancaster.

Kirk Douglas foi indicado ao Oscar em três ocasiões: em 1950 por O Invencível, de Mark Robson; em 1953 por Assim estava Escrito e em 1957 por Sede de Viver, ambos de Vincente Minelli. Finalmente, a Academia de Hollywood concedeu-lhe o Oscar honorário em 1996. Em 1981 recebeu a medalha presidencial da liberdade, a mais alta condecoração de seu país; em 1990, a Legião de Honra francesa e o Urso de Ouro honorário do Festival de Berlim, em 2001.


Kirk Douglas


Casou-se com Diana Hill em 1943 e tiveram dois filhos: Michael e Joel Andre. Em 1954 casou-se novamente com Anne Buydens, com quem foi pai de dois filhos: Peter e Eric Anthony, já falecido. Em 1991 ficou ferido quando o helicóptero em que viajava colidiu com um pequeno avião no aeroporto particular de Santa Paula (Califórnia). Em 1996 sofreu uma embolia que lhe afetou gravemente a fala. Como escritor, em 1988 publicou The Ragman’s Son (O Filho do Trapeiro), sua autobiografia. Em 2009, com 92 anos, subiu aos palcos, dos quais estava aposentado havia cinco anos, com Before I Forget (Antes que Eu Esqueça), um monólogo de 90 minutos que ele mesmo escreveu sobre sua vida.

Em 2012 escreveu I Am Spartacus (Eu Sou Spartacus), um livro em que contou as vicissitudes da rodagem do filme de Kubrick. A partir de 2008 publicou um blog, primeiro no MySpace e mais tarde no The Huffington Post, que teve grande sucesso. Douglas era membro do Partido Democrata e filantropo convencido, doando desde 1990 mais de 40 milhões de dólares (cerca de 169 milhões de reais) a uma clínica para o tratamento de pacientes com Alzheimer.

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Kirk Douglas / O ator que imortalizou o grito de ‘Spartacus’ nas páginas da história de Hollywood


Kirk Douglas


Kirk Douglas

O ator que imortalizou o grito de ‘Spartacus’ nas páginas da história de Hollywood

Democrata e filantropo, o ator combateu a caça às bruxas no cinema dos EUA e morreu aos 103 anos


Gregorio Belinchón
06 Feb 2020

Parecia que Kirk Douglas derrotaria o tempo e o espaço. Que ele continuaria servindo por anos sem fim. Um século, 101, 102, 103 anos... E ele continuará a completá-los, porque ninguém derrotará a lenda, mas na quarta-feira ele morreu em sua casa em Beverly Hills (Califórnia). Issur Danielovitch Demsky, filho de imigrantes nascido na cidade Amsterdam, no Estado de Nova York, em 9 de dezembro de 1916. Morreu Issur, porque Kirk hoje é imortal. A notícia foi confirmada pela família por intermédio de seu filho Michael Douglas: “Para o mundo, é uma lenda, um ator da era de ouro do cinema, um filantropo comprometido com a justiça e as causas em que acreditava, mas para mim, para Joel e para Peter, era simplesmente papai”.

Kirk Douglas


Ficam Midge, de O Invencível, Chuck Tatum, de A Montanha dos Sete Abutres, Johathan, de Assim Estava Escrito, Jack de Sua Última Façanha... Ficam os gritos de “Sou Spartacus”, o lançamento de machados para tomar a fortaleza dos vikings, o som e a fúria de seu exército em Glória Feita de Sangue, seu Van Gogh de Sede de Viver... Os sete filmes com seu amigo Burt Lancaster ficarão... Apenas um corpo desaparece, e Hollywood na quarta-feira à noite era apenas a cidade onde Kirk Douglas havia trabalhado por algum tempo.

Ele nem precisou ganhar um dos três Oscar que disputou, embora em 1996 tenha recebido o troféu honorário. O ator era alguém que gostava de trabalhar muito mais do que se deleitar com o resultado: “Gosto de filmar mais do que me ver nos filmes. Quase evitei Gladiador, porque temia que me lembrasse muito o meu Spartacus. Além disso, antes os filmes em geral eram melhores. Portanto, a técnica não era a coisa mais importante, mas os personagens e a história. É claro que bons filmes também são feitos hoje em dia, mas muitas vezes toda essa bobagem digital arruína o trabalho dos atores”, afirmou em 2001.



‘Eu sou Spartacus’, contra a caça às bruxas

Kirk Douglas não apenas escreveu em letras maiúsculas algumas páginas da grande enciclopédia de Hollywood, como também, na vida real, publicou uma dúzia de livros. O mais famoso foi seu primeiro volume de memórias, O Filho do Trapeiro. No último, Eu Sou Spartacus, contou sua participação numa jogada que levou ao fim de uma das etapas mais sombrias do cinema americano. “Essa caça às bruxas destruiu vidas e carreiras, e eu fiz Spartacus com um roteirista que estava na lista negra, e teve que me esconder atrás de um pseudônimo para encontrar trabalho”, contou ele em 2012, quando o volume foi publicado, revelando que o nome de Dalton Trumbo, um renomado roteirista expulso da indústria pelo Comitê de Atividades Antiamericanas, teve seu nome reintroduzido como autor do roteiro de Spartacus, produzido e estrelado por Douglas e dirigido por Stanley Kubrick em 1960. “Quando olho para trás, acho que a decisão sobre Trumbo foi a mais importante da minha carreira ”, disse ele aos 84 anos no Festival de Berlim, onde recebeu o Urso Honorário. Douglas enfeitava bastante a realidade nos seus escritos, mas um mandamento clássico afirma que “quando a lenda se torna fato, imprima-se a lenda”.

Kirk e Michael Dongulas


Issur Danielovitch Demsky nasceu numa família de origem judaica russa emigrada em 1908. Seu pai, que vendia trapos, abanou a casa da família quando Demsky era pequeno. Cresceu cercado de mulheres (tinha seis irmãs mais velhas), que foram as primeiras a lapidar o diamante bruto. Trabalhou em mais de 40 empregos desde adolescente e estudou na Universidade de Saint Lawrence, onde se formou em Letras. Posteriormente, estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas, em Nova York. Em 1941 foi recrutado para servir na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial. Retornou a Nova York com ferimentos de guerra e lá começou a atuar em peças teatrais graças ao apoio da jovem atriz Lauren Bacall.

Em 1946 estreou em Hollywood com O Tempo Não Apaga, de Lewis Milestone. E tocou de forma muito rápida o céu da indústria cinematográfica. Teve enorme cuidado ao escolher com quem trabalhou e os roteiros que aceitou, sem medo dos personagens expressarem seu talento. Nunca parou em seu ritmo vital e profissional: só aliviou sua paixão pelas mulheres quando se casou com sua atual esposa, Anne Buydens, com quem teve dois filhos, Peter e Eric Anthony, já falecidos. Michael e Joel nasceram do casamento anterior, com Diana Hill.

Frank Sinatra e Michael Douglas


Em 1991, ficou ferido num acidente de helicóptero em Santa Paula (Califórnia). Em 1996, sofreu um derrame que afetou seriamente sua fala. Não conseguia ficar parado. Em 2009, aos 92 anos, subiu ao palco com Before I Forget (“Antes que me esqueça”), monólogo de 90 minutos que ele próprio escreveu sobre sua vida. Douglas investiu boa parte de sua fortuna em instituições de caridade, principalmente na luta contra o mal de Alzheimer.

Kirk Douglas morre tendo mais do que alcançado o objetivo de seu Midge Kelly, de O Invencível: “Não quero ser um ‘Ei, você!’ a minha vida toda. Quero que as pessoas me chamem de senhor”.



FICCIONES

DE OTROS MUNDOS

DRAGON

PESSOA

RIMBAUD
Kirk Douglas, dernier grand monstre sacré d'Hollywood, est mort
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Kirk Douglas / ‘I never thought I’d live to 100. That’s shocked me’

DANTE



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

George Steiner / “Estamos matando os sonhos de nossos filhos”


George Steiner

George Steiner: “Estamos matando os sonhos de nossos filhos”

Aos 88 anos, o filósofo e ensaísta denuncia que a má educação ameaça o futuro dos jovens


BORJA HERMOSO
03 JUL 2016

Primeiro foi um fax. Ninguém respondeu à arqueológica tentativa. Depois, uma carta postal (sim, aquelas relíquias que consistem em um papel escrito colocado em um envelope). “Não responderá, está doente”, avisou alguém que lhe conhece bem. Poucos dias depois, chegou a resposta. Carta por avião com o selo do Royal Mail e o perfil da Rainha da Inglaterra. No cabeçalho, estava escrito: Churchill College. Cambridge.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Astor Piazzolla / Vuelvo al Sur


Astor Piazzolla
VUELVO AL SUR







Vuelvo al Sur
Gotan Project

Vuelvo al sur
Tango
Música de Astor Piazzolla
Letra de Fernando "Pino" Solanas

Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Llevo el Sur,
como un destino del corazón,
soy del Sur,
como los aires del bandoneón.

Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al revés,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su después.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.

Te quiero Sur,
Sur, te quiero.

Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.

Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur...