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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Hugh Hefner / Assim eram as festas na mansão da Playboy

Hugh Hefner, em 1966



Hugh Hefner, em 1966  MAGNUM PHOTOS

HUGH HEFNER

Assim eram as festas na mansão da Playboy

No dia da morte de Hugh Hefner, crônica de 2004 relembra a época das orgias mais eróticas do planeta

JOHN CARLIN
28 SET 2017 - 14:47 COT

Foi anunciada como festa, mas já antes de atravessar os portões da lendária mansão da Playboy de Hugh Hefner, tive a sensação de que havia algo estranho. Começando com a cena no lobby do Beverly Hills Hilton, onde os “convidados internacionais” se reuniram para se preparar e participar da mais recente comemoração do 50º aniversário da Playboy.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Morre Hugh Hefner, fundador da ‘Playboy’, aos 91 anos


Hugh Hefner
Poster de T.A.


Morre Hugh Hefner, fundador da ‘Playboy’, aos 91 anos

O legendário editor, ícone do excesso, revolucionou o mercado erótico nos anos 50



PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL
Los Angeles 28 SET 2017 - 02:27 COT

O fundador do império Playboy, Hugh Hefner, morreu nesta quarta-feira em sua casa em Beverly Hills, aos 91 anos. Hefner partiu “rodeado de seus seres queridos” em sua legendária residência, a Mansão Playboy. Com sua morte, vai embora um ícone do excesso nos Estados Unidos, o homem do chapéu de capitão, das coelhas entrelaçadas nos braços e das esposas incrivelmente jovens.
Playboy é uma das marcas mais reconhecidas dos Estados Unidos, uma referência durante décadas do entretenimento erótico masculino. Hefner fundou a revista em 1953 e ela se tornou uma sensação desde o primeiro número, com o feito de publicar fotos de Marilyn Monroe na capa. Nos anos seguintes, a Playboyse tornou a vanguarda das mudanças sociais que viriam nos Estados Unidos. Apenas a chegada da internet diluiu a influência da revista.
“Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante como um pioneiro da imprensa e da cultura e uma voz líder em alguns dos movimentos sociais e culturais mais significativos de nosso tempo, ao ser um defensor da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual”, disse seu filho Cooper Hefner, diretor criativo da Playboy Enterprises, citado pela revista People.
A revista Playboy revolucionou o mercado das revistas para homens até o ponto de quase se converter em um sinônimo dele. Sem esconder que seu apelo principal eram as fotos de mulheres nuas, de preferência famosas, a revista também atraia um público intelectual e rivalizava, com seus textos, com as melhores publicações da imprensa. Por suas páginas passaram autores como Ernest Hemingway, John Updike, Jack Kerouac, Norman Mailer ou Ray Bradbury, que publicou Farenheit 451 como série na revista.
Em 1962, a Playboy começou sua famosa seção de entrevistas com uma conversa entre Alex Haley, o autor de Negras Raízes, e a lenda do jazz Miles Davis. Depois, mês após mês apareceram ícones do esporte, da cultura ou, inclusive, da política dos Estados Unidos, em conversas longas onde permitiam que a revista publicasse suas confissões.
Hefner, multimilionário, praticamente desde o começo da revista, comprou em 1971 uma mansão em Beverly Hills de 20.000 metros quadrados e 29 quartos que chamou de Mansão Playboy e onde viveu uma vida de excesso, permanentemente em festas e rodeado de modelos. Ali convidava Hollywood inteira para encontros legendários. Estar na mansão de Hefner era ser alguém em Los Angeles. Magic Johnson, a estrela dos Lakers nos 80, relatou em um documentário que participou de festas em que havia 100 mulheres e apenas 10 homens. Ser convidado à Mansão Playboy se converteu em uma espécie de ritual para se reconhecer que uma pessoa havia ficado famosa em Hollywood.
Anos depois, aquele estilo de vida acabaria revelando um lado mais sinistro. Ao menos duas mulheres declararam na Justiça que foram drogadas e sofreram abusos sexuais por parte do ator Bill Cosby na Mansão Playboy, durante uma das festas. Hefner chegou a ser apontado como cúmplice de Cosby na agressão.
Ao redor dessa vida, Hefner criou uma personagem de eterno playboy, sempre com seu chapéu de capitão, um roupão e um copo na mão, ao qual foi fiel durante décadas. A vida de fantasia adolescente da Mansão Playboy foi retratada em um reality show, The girls next door, que foi ao ar de 2005 a 2010. Quando já não podia mais passar essa imagem, simplesmente desapareceu dos holofotes.
Hefner nasceu em Chicago e viveu uma infância de puritanismo estrito. Seus pais, metodistas, levavam uma vida cheia de proibições, que impunham aos filhos. Hefner costumava citar o ambiente repressivo e moralista de sua infância como um dos fatores que o levou a se reinventar na fantasia. Começou no mundo editorial desenhando tiras. Depois, começou a trabalhar na Esquire e em outras revistas até que criou a Playboy com uma equipe mínima de colaboradores. O ícone do coelho com uma gravata, talvez um dos símbolos mais reconhecidos do mundo, fez parte da marca desde o início. Nos anos 70, a revista chegou a vender 7 milhões de exemplares.
No início de 2016, Playboy Enterprises anunciou que a Mansão Playboy estava à venda por 200 milhões de dólares. Hefner pôs como condição de venda que quem comprasse o deixasse viver na casa até o final de sua vida. A mansão foi comprada, finalmente, por 100 milhões de dólares (320 milhões de reais), pelo magnata grego Daren Metropoulos, que já era proprietário da casa ao lado e planejava unir as duas.
Nesta época, a Playboy enfrentava problemas, devorada principalmente pela pornografia na internet. No final de 2015, a revista anunciou que deixaria de publicar nus. "A conjuntura passou", disse o executivo-chefe da revista, Scott Flanders. A publicação tentava se reinventar para um público mais jovem que já tinha disponível todo o sexo que queria na internet. A decisão foi um fracasso que não elevou o número de assinantes, embora tenha obtido mais leitores digitais. Em fevereiro deste ano, Copper Hefner, o último filho do fundador e herdeiro da revista, decidiu recuperar os nus. No Brasil, a revista deixou de ser publicada pela editora Abril em dezembro de 2015, após mais de 40 anos, e neste mesmo fevereiro voltou a circular como um selo da PBB Entertainment.
No meio de bacanais e coelhinhas de capa, Hefner se casou três vezes. O último casamento foi em 2012 com a modelo Crystal Harris. Ele tinha 86 anos e ela, 26. Além de Harris, Hefner ainda deixou quatro filhos vivos.
O plano do empresário playboy era ser enterrado em um túmulo ao lado da mulher que o ajudou a fundar seu império, Marilyn Monroe. O corpo da atriz descansa em um pequeno cemitério chamado Westwood Memorial Park. Em 2009, Hefner contou que tinha descoberto que havia um túmulo vazio ao lado do dela e que o comprara para ser enterrado ali. Uma oportunidade incrivelmente boa para deixá-la passar: "Quem não quereria estar junto a Marilyn por toda a enternidade?".
EL PAÍS


PESSOA


domingo, 19 de fevereiro de 2017

‘Playboy’ volta sem nudez, com Luana Piovani e capa inspirada no Snapchat



‘Playboy’ volta sem nudez, com Luana Piovani e capa inspirada no Snapchat

Nos EUA, revista volta com modelo de 20 anos e capa vestida pela primeira vez em 62 anos

Já no Brasil, a lendária publicação volta às bancas com a atriz Luana Piovani na capa



EL PAÍS
Madri / São Paulo
  4 FEV 2016 - 13:23 COT



Em outubro de 2015, a revista Playbo anunciou o fim de uma era, após 62 anos publicando fotos de mulheres nuas. Em dezembro, Pamela Anderson estampava a última capa da revista com um nu. Agora, a nova etapa da publicação contou com a participação da modelo Sarah McDaniel. Este novo ciclo, no entanto, continua insinuante, e também faz uma aposta nos selfies e no Snapchat. Talvez por isso não seja estranha a escolha de McDaniel, 20 anos, para a capa da edição norte-americana, que chega às bancas em 12 de fevereiro. A modelo alcançou a fama depois que seus autorretratos no Snapchat foram publicados em várias revistas on-line, como na Brobible.


No mesmo dia em que a Playboy divulgou sua primeira capa sem nudez, na edição dos Estados Unidos, no Brasil, foi confirmada que a volta da revista às bancas será com a atriz e apresentadora Luana Piovani, 39 anos, mãe de três filhos e ex-modelo, que participou de uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. No Brasil, a revista deixou de ser publicada pela editora Abril em dezembro de 2015, após mais de 40 anos, e agora volta a circular como um selo da PBB Entertainment. A Playboy também confirmou que não pagará mais cachês pelos ensaios fotográficos e, em carta divulgada pela PBB Entertainment nesta quinta, informou que o nu frontal não será mais "obrigatório". "Os ensaios não serão mais pagos com cachê porque o corpo da mulher não tem preço", informou a publicação, assinada pela diretoria da empresa. A previsão é que a publicação chegue às bancas brasileiras em março deste ano.







A escolha por Luana Piovani também mostra que, embora a Playboy norte-americana e a brasileira concordem em abandonar o nu frontal feminino como aposta, as edições apostam em caminhos distintos para conquistar o público. Piovani é um rosto conhecido dos brasileiros (sobretudo adultos) e tem quase o dobro da idade de Sarah McDaniel, desconhecida entre o grande público, mas popular entre os bem mais jovens justamente pelas fotos sensuais que publica no Snapchat e Instagram. A atriz brasileira comemorou a escolha com uma hashtag que exalta sua beleza madura: quarentonamodelomusa.





Em relação às fotos de mulheres nuas, continuarão sendo publicadas, mas serão bem menos explícitas. A mudança já havia sido adiantada pelo diretor-presidente da Playboy, Scott Flanders. As imagens serão adequadas para maiores de 13 anos e menos produzidas, seguindo o estilo do Instagram. "Um pouco mais acessíveis, um pouco mais íntimas", disse. Com esta aposta, a revista consegue garantir que suas imagens possam ter espaço nas redes sociais, algo essencial para o desenvolvimento atual dos meios de comunicação.







O número com Sarah McDaniel — que se destaca facilmente de outras modelos porque tem um olho de cada cor, uma condição genética chamada de heterocromia ocular— chega às bancas na próxima semana, mas já é possível ver algumas imagens no site da publicação. "A ideia das fotos era que me vissem a partir da mesma perspectiva do meu namorado", disse a modelo.






Sarah McDaniel para 'Playboy'.  PLAYBOY


Segundo o The New York Times, agora, as modelos que saírem nuas nas páginas internas da edição vão se cobrir com os braços. O jornal também afirmou que esta nova edição terá um pôster central com uma fotografia da bisneta de Ernest Hemingway, Dree Hemingway. Outra novidade é que a revista decidiu não usar o Photoshop nas imagens. "A Playboy terá uma imagem mais moderna e limpa. Continuará tendo uma playmate do mês, mas as fotos serão parecidas aos perfis mais ousados do Instagram", disse o presidente da revista.


Flanders foi quem apresentou a proposta de abandonar os nus a Hugh Hefner, fundador da revista, e a vendeu como a única solução para o futuro da publicação, cujas vendas caíram de 5,6 milhões de cópias nas primeiras edições para 800.000 atualmente. E tudo, dizem os responsáveis pela revista, por causa da Internet. Depois de criar o logotipo da coelhinha com gravata borboleta, Hefner montou um império que ainda vende todos os tipos de produtos ao redor do mundo e compensa as perdas anuais de publicação. Mas existiu uma época diferente, quando a Playboy servia de vitrine para atrizes, modelos e cantoras. Jenny McCarthy e Anna Nicole Smith ficaram famosas depois de saírem na capa da revista. E outras celebridades como Sharon Stone, Madonna, Naomi Campbell e Drew Barrymore apareceram nuas em suas páginas nos anos oitenta e noventa, aproveitando o veículo para promover suas carreiras.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Scarlett Johansson / “Casamento é uma ideia bonita, mas a monogamia não é natural”


Scarlett Johansson


Scarlett Johansson: “Casamento é uma ideia bonita, mas a monogamia não é natural”

A atriz, que se separou, fala de casamento e maternidade em uma entrevista à 'Playboy'


El País
Madri 15 FEV 2017 - 19:10 COT

“A ideia do casamento é muito romântica, é uma ideia muito bonita, e sua prática pode ser uma coisa muito bela. Mas não acredito que seja natural ser uma pessoa monogâmica. Pode ser que me critiquem por isto, mas acho que dá muito trabalho.” Com estas palavras a atriz Scarlet Johansson fala de casamento em sua última entrevista. “Dá muito trabalho. O fato de que seja tanto trabalho para todo mundo prova que não é uma coisa natural. Tenho muito respeito pelo casamento e fiz parte dele, mas, definitivamente, acho que vai contra algum instinto.”
A intérprete, de 32 anos, se pronuncia desta maneira poucas semanas depois que surgiu a notícia da separação de seu segundo marido e pai de sua filha. Declarações feitas para a edição de março/abril da Playboy – em um número em que a revista volta às suas origens ao introduzir a nudez de novo em suas páginas. Mas não ficou claro se a entrevista ocorreu antes ou depois de que em janeiro aparecesse a notícia de seu divórcio do jornalista francês Roman Dauriac, embora na entrevista ela o chame de “marido”. “O casamento é um contrato juridicamente vinculante e isso tem um peso”, diz ela, e acrescenta que é um estado civil que sempre muda as pessoas.
Uma entrevista na qual Johansson, que está divulgando o filme A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell, também fala da maternidade, um processo “incrivelmente profundo”, que a mudou, segundo afirma. E, em declarações um tanto mais politicamente corretas, diz que ser mãe é o melhor que lhe aconteceu na vida. “Sentia medo de que a minha vida fosse mudar, e isso aconteceu de uma maneira drástica. Mas me sinto em muitos sentidos muito mais eu mesma do que antes.”




Scarlett Johansson e, ao fundo, Romain Dauriac, no passado mês de outubro. CORDON PRESS


Roman Dauriac e Scarlett Johansson se tornaram pais de Rose Dorothy há dois anos. Os dois se casaram em 2014, depois de dois anos de relacionamento, e sua separação pegou muitos de surpresa em janeiro –alguns meios de comunicação dos Estados Unidos garantem que a ruptura aconteceu em meados do ano passado. Nenhum dos protagonistas falou sobre sua situação, mas ficou patente sua boa relação quando poucos dias depois se deixaram fotografar juntos em um evento. Antes, a atriz esteve casada com o também ator Ryan Reynolds, de 2008 a 2011, uma relação à qual puseram um ponto final por causa de suas agendas profissionais intensas.
Uma longa entrevista na qual trata de temas profissionais e também da vida privada, como quando foi vítima de uma invasão de seu correio eletrônico que terminou com fotos particulares dela circulando na Internet. “Foi uma loucura. Isso fez com que eu me desse conta de quanto somos vulneráveis a tudo isso. A pessoa que hackeou meu email fez o mesmo com outras 50 pessoas públicas e também com suas ex-namoradas. Pode acontecer com qualquer um.” Ela argumenta que por causa dessa sensação de vulnerabilidade, e por falta de tempo, não está em nenhuma rede social (“não é minha natureza”). Em 2012, Christopher Chaney, o homem que teve acesso às contas de email de Scarlett Johansson, Christina Aguilera e outras 50 mulheres foi condenado a 10 anos de prisão.