A capacidade humana de ressignificar é uma constante na cultura brasileira, principalmente marcada por um processo de antropofagia cultural (conceito cunhado por Oswald de Andrade, no Manifesto Antropofágico de 1928), que defende a ideia de devorar influências externas, a fim de transformá-las em algo genuinamente nacional. Essa postura, ao mesmo tempo crítica e criativa, está presente no modernismo, nas batalhas de slam, dos ateliês às redes sociais
Um Brasil vivo entre a arte e o algoritmo
Uma análise interpelativa sobre o impacto da hiperconectividade na produção e consumo da arte brasileira
Num mundo 100% conectado, — que ao acordar, verifica as notificações escassas da madrugada e quando se põe a dormir, o último estímulo é uma notícia trágica ou meme aleatório — a arte, por mais distante que possa aparentar estar, se apresenta como o grito da liberdade, da visibilidade palpável, da transmutação entre a revolta com a sociedade e o anseio de mudança, de jovens, brasileiros e criativos, que buscam pelas respostas não ditas no mundo.
