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| García Márquez en Aracataca, 2007 |
Aracataca: realismo mágico e magia real
O povoado onde nasceu Gabriel García Márquez está em luto à maneira tropical: calor, beleza, inteligência e algumas histórias tão raras que só podem ser verdadeiras
PABLO DE LLANO Aracataca 21 ABR 2014 - 12:14 BRT

Um grupo de crianças brinca em uma área de banho em Aracataca na sexta-feira passada. /RICARDO MAZALAN
No primeiro dia que ligou, lhe disseram que hoje não poderia ser. No segundo dia, passou horas procurando por ele, mas não conseguiu encontrá-lo. No terceiro dia, quando estava quase desistindo, um assistente atendeu ao telefone e antes que voltasse a dizer que não, ele pediu apenas uma coisa: “Diga a ele que sou o tataraneto do coronel Vizcaíno”. Duas horas mais tarde, o estudante de jornalismo Carlos Eduardo Manrique, membro da comunidade católica Lazos de amor mariano, estava sentando ao lado de García Márquez vendo como tomava café da manhã em sua casa em Cartagena de Índias, na Colômbia. Era 6 de junho de 2013 e o velho gênio estava terminando de comer um pedaço de queijo.
