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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, diz ter sido humilhada em visita à prisão na Venezuela

Lilian Tintori





Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, diz ter sido humilhada em visita à prisão na Venezuela

Lilian Tintori e a mãe do opositor venezuelano afirmam que foram obrigadas a despir-se













Lilian Tintori, a esposa do opositor venezuelano Leopoldo López, apresentou nesta terça-feira uma denúncia à Procuradoria Geral em Caracas por maus tratos durante a visita a seu marido no presídio de Ramo Verde, onde López – dirigente do partido Vontade Popular – está preso há quase dois anos. Tintori afirma que ela e sua sogra, Antonieta Mendoza, sofreram assédio do coronel da Guarda Nacional José Viloria e que os agentes carcerários obrigaram as duas mulheres a se despirem para serem revistadas antes da visita.
De acordo com o testemunho gravado por Tintori e divulgado nas redes sociais, quando tentava ver seu marido, no domingo, acompanhada da sogra e dos dois filhos, foi constrangida por Viloria, que usou palavras fortes contra elas e insinuou maliciosamente que Tintori descuidava da relação com seu marido. Além disso, ordenou que fosse revistada em uma sala diferente da que é usada regularmente para a inspeção dos visitantes. Mais que minuciosa, diz Tintori, a revisão foi humilhante: foi ordenada a despir-se por completo e separar as pernas. A esposa do opositor afirma que os carcereiros confiscaram o absorvente que usava para inspecioná-lo.
Tintori soube depois que sua sogra teve de passar por um processo idêntico, com o agravante de que foi feito na presença de seus netos, de seis e dois anos.
A esposa do opositor afirmou que os maus tratos têm o objetivo de dividir a família de Leopoldo López e abalá-la moralmente.
Em sua conta do Twitter, o ex-chanceler uruguaio e atual secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que esse “atentado à dignidade humana” revela “falta de ética política”.
O secretário executivo da Mesa de Unidade Democrática (MUD), Jesus Torrealba, de oposição, também protestou contra o incidente: “O que fizeram com Lilian Tintori e sua família é uma situação absolutamente infame”, disse pelo Twitter. “Além do dano físico que estão provocando no país, está o dano moral que este regime está causando à Venezuela”.


terça-feira, 19 de abril de 2016

Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López: “Querem me matar”


Lilian Tintori

Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López: “Querem me matar”

Mulher do oposicionista venezuelano viveu de perto a morte de dirigente de sua coalizão


EL PAÍS
Caracas / Madri 26 NOV 2015 - 15:53 COT




Lilian Tintori, esposa do oposicionista venezuelano Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão, denunciou nesta quinta-feira uma tentativa de matá-la, já que se encontrava ao lado do dirigente local Luis Manuel Díaz, que morreu ao ser alvo de um disparo na quarta-feira, no encerramento de um ato de campanha na cidade de Altagracia de Orituco.
“Querem me matar", afirmou Tintori em uma coletiva de imprensa, na qual responsabilizou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo “atentado” do qual, disse, foi vítima na quarta-feira no Estado de Guarico (centro do país).
O Ministério Público venezuelano anunciou a abertura de uma investigação para conhecer todos os fatos desse assassinato. Dois procuradores se encarregarão de dirigir o caso e coordenar a Polícia Científica. O Ministério Público já inspecionou o lugar, analisou a trajetória das balas e entrevistou testemunhas.
Luis Manuel Díaz, líder local do partido Ação Democrática (AD), era sindicalista, casado e com dois filhos, e estava havia quase dois anos militando no partido. O assassinato ocorreu às 19h30, quando estava a ponto de finalizar um ato de campanha, do qual Lilian Tintori participava.
Depois de uma breve passagem por Valle de la Pascua, onde denunciou também que tinha sido hostilizada por governistas, Tintori voltou a Altagracia em um pequeno avião, acompanhada pelos candidatos Rummi Olivo e Carlos Prosperi. Ao aterrissar, a aeronave de seu chefe de imprensa apresentou falhas e, segundo Abraham Fernández, dirigente local do partido Primeiro Justiça, os ocupantes estavam muito abalados porque isso poderia ter resultado em um trágico acidente.

Condenações


Os Estados Unidos condenaram nesta quinta-feira o assassinato de Luis Manuel Díaz e instou o Governo de Maduro a garantir a segurança de todos os candidatos nas eleições venezuelanas de 6 de dezembro. O assassinato de Díaz é “o mais mortífero de uma série de ataques e atos de intimidação recentes contra candidatos da oposição”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, em um comunicado. “As campanhas de medo, violência e intimidação não têm lugar em uma democracia”, agregou e instou, em nome de Washington, o Governo de Caracas a “proteger todos os candidatos políticos”.
Além disso, os Estados Unidos pediram ao Conselho Nacional Eleitoral que “garanta que esta campanha seja realizada de forma que se garanta a completa participação dos venezuelanos”.
A condenação de Washington se soma à realizada de pronto pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que também reclamou o fim da violência ante as eleições legislativas.
“O assassinato de um dirigente político é uma ferida de morte à democracia”, advertiu Almagro. “E uma sucessão de fatos de violência política em um processo eleitoral é a morte de muitas democracias”, agregou em um comunicado, no qual lembrou que a morte de Díaz “não é um episódio isolado”