No artigo, discuto que, embora persigam um ideal de objetividade e de imparcialidade, notícias de jornal, mesmo as da imprensa dita séria, trazem em si marcas de subjetividade.
No artigo, discuto que, embora persigam um ideal de objetividade e de imparcialidade, notícias de jornal, mesmo as da imprensa dita séria, trazem em si marcas de subjetividade.
Ao contrário do que muita gente imagina, o miniconto não surgiu por causa das redes sociais, especialmente do X, (o antigo Twitter). Muito antes da internet, o gênero já circulava, não com a rapidez de hoje, é claro. Franz Kafka, escritor checo de língua alemã, falecido em 1924 e Ernest Hemingway, um excepcional contista norte-americano, falecido em 1961, escreveram minicontos; Augusto Monterroso, um escritor hondurenho, publicou O dinossauro, um dos minicontos mais conhecidos em 1959.
O adjetivo lírico provém de lira, instrumento musical de cordas. O nome lírico se explica em razão de esse gênero, originalmente, ser cantado tendo por acompanhamento o som produzido por instrumentos musicais como a flauta e a lira. O gênero lírico costuma estar centrado no individual, por isso tende a se voltar para a subjetividade, para a emoção, para o sensível. Quem fala no poema, por meio de versos, é um eu individualizado, por isso mesmo chamado de eu lírico, que, como o narrador nos romances, contos e novelas, não deve ser confundido com o autor empírico.
O que caracteriza o gênero épico é o fato de contar algo em prosa ou verso, por isso se trata de um gênero essencialmente narrativo. A presença de um narrador é condição essencial do gênero épico. O narrador é o autor da obra? Nas narrativas ficcionais, não. O autor é o sujeito empírico, ou seja, o indivíduo biológico com responsabilidades jurídicas e sociais cujo nome (ou pseudônimo) aparece na capa e/ou no frontispício da obra (Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, José Saramago, Marques Rabelo), a quem cabe a autoria em todas as suas instâncias, quer a direitos, quer a deveres. Em sua atividade, o autor empírico, entidade real, é o responsável pelas estratégias discursivas: escolha de um autor textual, do(s) narrador(es), gênero, tema, personagens etc.
Hamnet, da realizadora Chloé Zhao, é um filme que nos dá uma pista para responder a uma pergunta filosófica recorrente. Qual o sentido da Arte? Por que a Arte é necessária?