terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Pessoa / Um coleccionador de Eus
Pessoa. Um coleccionador de Eus
Porquê coleccionar?
Ao longo da vida encontramos pessoas que perseguem objectos que reúnem determinadas características relacionadas com os seus interesses pessoais. São objectos que possuem memória afectiva. São símbolos e por isso mesmo adquirem uma enorme importância para quem os colecciona.
Em cada objecto de uma colecção, o coleccionador encontra uma característica, uma peculiaridade, algo distinto e único que se torna ainda mais valioso porque extraído da grande figura de estilo da Vida: a Comparação!
Passamos a nossa vida a comparar coisas e pessoas.
Pessoa, esse Poeta Plural, preferiu incorporar vários tipos de pessoas dentro de si; tornando-se um grande coleccionador de “Eus”, de personalidades humanas, distintas umas das outras e isso fez dele um grande psicólogo com vários chapéus!!! Ele conseguiu pôr-se no lugar dos outros, experimentou os seus desassossegos, as suas paixões, as suas pequenas mortes…
E fez algo que é considerado o exercício básico de toda a Psicologia: o role playing.
Outros há que preferem colecionar pessoas, relações e entrarem num desfile social da moda do casa e descasa!
E ainda há aqueles que preferem andar em busca perpétua daquela peça, daquele objecto, daquele príncipe ou princesa, quais alpinistas insatisfeitos á procura da Terra do Nunca!
Seja como for, a Vida é simbólica e nela tudo é símbolo, como afirmou Pessoa. Logo, não é de estranhar a paixão dos humanos pelas colecções. É tudo uma questão de perspectiva. Os coleccionadores fazem Zoom, afunilam o olhar e detêm-se na presa a conquistar, especializam-se numa determinada caça com os seus olhos de lince!
Pessoa, também ele fez Zoom e se especializou na dupla função dos símbolos: revelar e esconder. Revelou vários “Eus”; toda uma pluralidade de rostos e escondeu-se por detrás de cada um deles, como se por detrás de cada biografia se encontrasse um biombo!
Assim é a Vida: feita de biombos e biografias, de símbolos, colecções e escolhas que constroem e destroem a nossa identidade, a cada passo…
Por isso, o grande lema do conhecimento poderia ser este: “Para conhecer é preciso ler dentro das coisas”!
- Fernando Pessoa, caricatura
- Fernando Pessoa, os Eus
- Fernando Pessoa, retrato mural
- Fernando Pessoa, retrato
- Fernando Pessoa, escultura
- Fernando Pessoa, retrato
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Entre Fernando Pessoa e Agostinho da Silva / Uma educação simbólica
Entre Fernando Pessoa e Agostinho da Silva
Uma educação simbólica
Vida conversável é título de uma das obras de Agostinho da Silva e que começa por falar de “cama de gato”…"eu acho que na vida o que há é um jogo perpétuo de crianças com a cama do gato”.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Saúde mental X uso excesivo de telas / Como equilibrar as duas necessidades?
Saúde mental X uso excessivo de telas
Como equilibrar as duas necessidades?
A tecnologia digital evoluiu de maneira substancial, trazendo diversos benefícios para a sociedade contemporânea. Democratizando a informação e o entretenimento ou automatizando as rotinas de trabalho, as mídias digitais alteraram a maneira como as pessoas se comunicam.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Georges Simenon / A Casa dos Krull
Georges Simenon
A Casa dos Krull
Um romance profético e actual do autor de A Neve Estava Suja sobre a intolerância, o medo e o ódio, escrito em vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Os Krull são uma família de imigrantes alemães que vive há gerações na última casa junto ao canal de uma localidade do interior de França. Procuram manter-se discretos e integrar-se, vão ao templo ao domingo, ganham a vida com a sua pequena mercearia, o fi lho estuda Medicina, mas aos olhos da vizinhança continuam «estrangeiros», merecendo tão-só desconfiança e hostilidade. À medida que o cerco à família aperta quando um terrível crime abala a comunidade, os Krull têm eles próprios de lidar com um hóspede inesperado, de intolerável estranheza e conduta, também ele estrangeiro aos seus olhos, o jovem primo Hans, «o verdadeiro Krull da Alemanha».
Roman dur sombriamente profético sobre a intolerância e o medo, a culpa e a vergonha, escrito num crescendo magistral de tensão, A Casa dos Krull foi publicado em 1939, em vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Os elogios da crítica:
«Uma obra-prima sombria. Um estudo calmo, quase tímido, mas aterrador, sobre o ódio racial e a histeria colectiva.»
The Guardian
sábado, 10 de janeiro de 2026
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Alice no País das Maravilhas / O que têm os 150 anos de a ver com o Porto?
Alice no País das Maravilhas
O que têm os 150 anos de a ver com o Porto?
Foi exactamente este ano, a soprar as velas do seu bolo de desaniversário, nos prados de Oxford, que Alice sentiu necessidade de pedir explicações sobre o famoso chá das 5 ao Chapeleiro Maluco.
domingo, 28 de dezembro de 2025
sábado, 27 de dezembro de 2025
Da teatralidade do corpo / Lewis Carroll e Paula Rego
Da teatralidade do corpo
Lewis Carroll e Paula Rego
“ Para qualquer ser humano a simples percepção de outro ser humano é já de si particularmente estimulante, mas na sociedade em que vivemos, onde, como nota Maffesoli ( 1190: 128-129), “ o signo conta mais mais que o significado”, cultiva-se a teatralidade dos corpos: cada homem, cada mulher, apresenta-se perante os outros como um “ corpo que se pavoneia” e finalmente a vida social é toda ela um espectáculo. É claro que isto acontece porque, como diz Breton, o ser humano tornou-se “ essencialmente olhar”.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Celebração da morte
Celebração da morte
A morte, estará escondida na perruque de Joana de Vasconcelos ou será uma caveira de açúcar mexicana?
Celebrar a morte, é possível?
O tema é pertinente e dá que pensar, sobretudo na comparação que podemos fazer entre culturas. Por exemplo entre a mexicana e a nossa. Enquanto eles estão habituados desde a infância à morte brincalhona, feita de gomas e açúcar, algo do dia-a-dia com que temos que conviver brincando…nós fomos habituados a temê-la, a ganhar-lhe medo, a vê-la com um espectro terrível que vem aí para nos tirar algo de muito precioso: a vida.








































