MULHERES
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Inaugurado com toda a pompa no dia 24 de Abril, o recém-nascido Museu conta a História dos Descobrimentos Portugueses de uma nova forma: interactiva e surpreendente! É preciso dizer que os encontros sucessivos com as personagens dos Descobrimentos, que são híper-reais, tornam a viagem por terra e mar, neste Museu, única e imprevisível.
Tal como o Mago, arcano I do Tarot de Marselha, Alice deverá tornar-se uma aprendiz sábia e descobrir nas suas profundezas todas as capacidades que lhe vão permitir clarificar o sentido da sua vida. Tendo como bagagem o seu desejo e sobretudo o seu desejo de viver, ela irá partir à conquista da sua existência e a sua primeira tarefa será a de se identificar. O conflito da identidade perpassa toda a história de Alice e tal como o Mago ela deve passar do lúdico ao lúcido. O seu caminho iniciático é o de se encontrar a si própria mas para isso deverá passar pela porta dos homens e tornar-se adulto.
Ao longo da vida encontramos pessoas que perseguem objectos que reúnem determinadas características relacionadas com os seus interesses pessoais. São objectos que possuem memória afectiva. São símbolos e por isso mesmo adquirem uma enorme importância para quem os colecciona.
Em cada objecto de uma colecção, o coleccionador encontra uma característica, uma peculiaridade, algo distinto e único que se torna ainda mais valioso porque extraído da grande figura de estilo da Vida: a Comparação!
Passamos a nossa vida a comparar coisas e pessoas.
Pessoa, esse Poeta Plural, preferiu incorporar vários tipos de pessoas dentro de si; tornando-se um grande coleccionador de “Eus”, de personalidades humanas, distintas umas das outras e isso fez dele um grande psicólogo com vários chapéus!!! Ele conseguiu pôr-se no lugar dos outros, experimentou os seus desassossegos, as suas paixões, as suas pequenas mortes…
E fez algo que é considerado o exercício básico de toda a Psicologia: o role playing.
Outros há que preferem colecionar pessoas, relações e entrarem num desfile social da moda do casa e descasa!
E ainda há aqueles que preferem andar em busca perpétua daquela peça, daquele objecto, daquele príncipe ou princesa, quais alpinistas insatisfeitos á procura da Terra do Nunca!
Seja como for, a Vida é simbólica e nela tudo é símbolo, como afirmou Pessoa. Logo, não é de estranhar a paixão dos humanos pelas colecções. É tudo uma questão de perspectiva. Os coleccionadores fazem Zoom, afunilam o olhar e detêm-se na presa a conquistar, especializam-se numa determinada caça com os seus olhos de lince!
Pessoa, também ele fez Zoom e se especializou na dupla função dos símbolos: revelar e esconder. Revelou vários “Eus”; toda uma pluralidade de rostos e escondeu-se por detrás de cada um deles, como se por detrás de cada biografia se encontrasse um biombo!
Assim é a Vida: feita de biombos e biografias, de símbolos, colecções e escolhas que constroem e destroem a nossa identidade, a cada passo…
Por isso, o grande lema do conhecimento poderia ser este: “Para conhecer é preciso ler dentro das coisas”!
Vida conversável é título de uma das obras de Agostinho da Silva e que começa por falar de “cama de gato”…"eu acho que na vida o que há é um jogo perpétuo de crianças com a cama do gato”.
A tecnologia digital evoluiu de maneira substancial, trazendo diversos benefícios para a sociedade contemporânea. Democratizando a informação e o entretenimento ou automatizando as rotinas de trabalho, as mídias digitais alteraram a maneira como as pessoas se comunicam.