MULHERES
Elizabeth Olsen ll
Inaugurado com toda a pompa no dia 24 de Abril, o recém-nascido Museu conta a História dos Descobrimentos Portugueses de uma nova forma: interactiva e surpreendente! É preciso dizer que os encontros sucessivos com as personagens dos Descobrimentos, que são híper-reais, tornam a viagem por terra e mar, neste Museu, única e imprevisível.
Tal como o Mago, arcano I do Tarot de Marselha, Alice deverá tornar-se uma aprendiz sábia e descobrir nas suas profundezas todas as capacidades que lhe vão permitir clarificar o sentido da sua vida. Tendo como bagagem o seu desejo e sobretudo o seu desejo de viver, ela irá partir à conquista da sua existência e a sua primeira tarefa será a de se identificar. O conflito da identidade perpassa toda a história de Alice e tal como o Mago ela deve passar do lúdico ao lúcido. O seu caminho iniciático é o de se encontrar a si própria mas para isso deverá passar pela porta dos homens e tornar-se adulto.
Ao longo da vida encontramos pessoas que perseguem objectos que reúnem determinadas características relacionadas com os seus interesses pessoais. São objectos que possuem memória afectiva. São símbolos e por isso mesmo adquirem uma enorme importância para quem os colecciona.
Em cada objecto de uma colecção, o coleccionador encontra uma característica, uma peculiaridade, algo distinto e único que se torna ainda mais valioso porque extraído da grande figura de estilo da Vida: a Comparação!
Passamos a nossa vida a comparar coisas e pessoas.
Pessoa, esse Poeta Plural, preferiu incorporar vários tipos de pessoas dentro de si; tornando-se um grande coleccionador de “Eus”, de personalidades humanas, distintas umas das outras e isso fez dele um grande psicólogo com vários chapéus!!! Ele conseguiu pôr-se no lugar dos outros, experimentou os seus desassossegos, as suas paixões, as suas pequenas mortes…
E fez algo que é considerado o exercício básico de toda a Psicologia: o role playing.
Outros há que preferem colecionar pessoas, relações e entrarem num desfile social da moda do casa e descasa!
E ainda há aqueles que preferem andar em busca perpétua daquela peça, daquele objecto, daquele príncipe ou princesa, quais alpinistas insatisfeitos á procura da Terra do Nunca!
Seja como for, a Vida é simbólica e nela tudo é símbolo, como afirmou Pessoa. Logo, não é de estranhar a paixão dos humanos pelas colecções. É tudo uma questão de perspectiva. Os coleccionadores fazem Zoom, afunilam o olhar e detêm-se na presa a conquistar, especializam-se numa determinada caça com os seus olhos de lince!
Pessoa, também ele fez Zoom e se especializou na dupla função dos símbolos: revelar e esconder. Revelou vários “Eus”; toda uma pluralidade de rostos e escondeu-se por detrás de cada um deles, como se por detrás de cada biografia se encontrasse um biombo!
Assim é a Vida: feita de biombos e biografias, de símbolos, colecções e escolhas que constroem e destroem a nossa identidade, a cada passo…
Por isso, o grande lema do conhecimento poderia ser este: “Para conhecer é preciso ler dentro das coisas”!
Vida conversável é título de uma das obras de Agostinho da Silva e que começa por falar de “cama de gato”…"eu acho que na vida o que há é um jogo perpétuo de crianças com a cama do gato”.
A tecnologia digital evoluiu de maneira substancial, trazendo diversos benefícios para a sociedade contemporânea. Democratizando a informação e o entretenimento ou automatizando as rotinas de trabalho, as mídias digitais alteraram a maneira como as pessoas se comunicam.
Um romance profético e actual do autor de A Neve Estava Suja sobre a intolerância, o medo e o ódio, escrito em vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Os Krull são uma família de imigrantes alemães que vive há gerações na última casa junto ao canal de uma localidade do interior de França. Procuram manter-se discretos e integrar-se, vão ao templo ao domingo, ganham a vida com a sua pequena mercearia, o fi lho estuda Medicina, mas aos olhos da vizinhança continuam «estrangeiros», merecendo tão-só desconfiança e hostilidade. À medida que o cerco à família aperta quando um terrível crime abala a comunidade, os Krull têm eles próprios de lidar com um hóspede inesperado, de intolerável estranheza e conduta, também ele estrangeiro aos seus olhos, o jovem primo Hans, «o verdadeiro Krull da Alemanha».
Roman dur sombriamente profético sobre a intolerância e o medo, a culpa e a vergonha, escrito num crescendo magistral de tensão, A Casa dos Krull foi publicado em 1939, em vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Os elogios da crítica:
«Uma obra-prima sombria. Um estudo calmo, quase tímido, mas aterrador, sobre o ódio racial e a histeria colectiva.»
The Guardian
Foi exactamente este ano, a soprar as velas do seu bolo de desaniversário, nos prados de Oxford, que Alice sentiu necessidade de pedir explicações sobre o famoso chá das 5 ao Chapeleiro Maluco.