Todo texto é um campo de disputa
A obsessão pelo rigor e os bastidores do que se publica
Juan Rulfo era um obcecado pelo corte, pelo polimento final, pelo secar de um texto até reduzi-lo a mais rigorosa exatidão.
Juan Rulfo era um obcecado pelo corte, pelo polimento final, pelo secar de um texto até reduzi-lo a mais rigorosa exatidão.
Não há como negar que grande parte das palavras tem significado independentemente do contexto. Somos capazes de atribuir um significado a palavras como árvore, branco, cadeira e café mesmo que elas apareçam isoladas, já que elas têm significados mais ou menos permanentes.
A definição mais comum de literatura é que se trata de uma forma de arte que tem por matéria-prima a palavra. Essa definição, no entanto, parece não resolver o problema de se conceituar com precisão o que é literatura, na medida em que leva a uma discussão mais ampla: o que é arte?
Hamnet, da realizadora Chloé Zhao, é um filme que nos dá uma pista para responder a uma pergunta filosófica recorrente. Qual o sentido da Arte? Por que a Arte é necessária?
Assisti recentemente ao filme Nuremberg, que retrata o famoso julgamento por um tribunal internacional de líderes nazistas capturados ao fim da Segunda Guerra Mundial, tendo como fio condutor a relação entre um jovem psiquiatra e o “Reichsmarschall” Hermann Göring, braço direito e provável sucessor de Adolf Hitler. Göring entregou-se às forças de ocupação aliadas após a derrota da Alemanha, foi preso e levado a julgamento pelos crimes de guerra, junto com outros altos oficiais nazistas.
Eu tenho verdadeira fascinação por museus, mas a verdade é que nem sempre fui assim. Esse interesse foi sendo construído aos poucos, movido pela curiosidade. Quando chego em um lugar novo, o que mais me encanta é tentar entender o que há de vivo ali: na comida, nas ruas, nas pessoas e nas histórias que aquele lugar guarda.
Na Europa em 1202, fim da Idade Média, um livro denominado Liber Abaci trouxe algo revolucionário. Escrito por Leonardo de Pisa (mais conhecido como Fibonacci), ele popularizou o sistema numérico indo-arábico, aquele que usamos até hoje com os algarismos de 0 a 9. Mas o que realmente chamou a atenção nesse livro foi uma sequência numérica simples, elegante e, de certa forma, misteriosa: a sequência de Fibonacci.
Nos últimos anos, o tema da saúde mental deixou de ser um tabu e passou a ocupar lugar central nas discussões sobre qualidade de vida, bem-estar e desenvolvimento humano. No entanto, quando falamos de saúde mental coletiva, ainda prevalece a ideia de que ela está restrita a tratamentos clínicos ou políticas públicas voltadas a transtornos psicológicos. Embora esses recursos sejam fundamentais, há um campo igualmente poderoso que pode atuar de forma preventiva, educativa e transformadora: a arte.
Em um mundo cada vez mais interconectado, o conceito de diversidade cultural transcende o campo das diferenças étnicas ou regionais para se tornar um motor essencial de transformação social. Longe de ser apenas um ideal ético ou uma bandeira política, a valorização das múltiplas expressões culturais tem se mostrado uma poderosa ferramenta de inovação social — capaz de inspirar novas formas de convivência, produzir soluções criativas para desafios coletivos e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Desde os primeiros romances de ficção científica até as superproduções cinematográficas contemporâneas, a arte de contar histórias sempre foi um espelho e, ao mesmo tempo, uma lente de aumento sobre as relações humanas com a ciência e a tecnologia. Literatura e cinema não apenas refletem o avanço científico de suas épocas, mas também moldam imaginários coletivos, inspiram inovações e levantam questões éticas sobre o futuro. Essas expressões artísticas funcionam como pontes entre o saber técnico e o sensível, transformando conceitos complexos em narrativas acessíveis e emocionalmente impactantes.