Há casos em que a poesia lírica não está voltada para o subjetivo, mas para a realidade objetiva e outros em que trata da passagem da objetividade para a subjetividade. Mesmo quando deixaram de ser acompanhados por instrumentos musicais, os poemas líricos mantiveram o aspecto musical, reforçado pelo uso de recursos sonoros, como o ritmo, a métrica, as rimas, o refrão etc. Os poemas líricos podem se apresentar em várias formas, fixas ou livres. Como exemplo de forma fixa, podemos citar o soneto e o rondó
A poesia lírica
Como o eu lírico transforma linguagem em emoção
O adjetivo lírico provém de lira, instrumento musical de cordas. O nome lírico se explica em razão de esse gênero, originalmente, ser cantado tendo por acompanhamento o som produzido por instrumentos musicais como a flauta e a lira. O gênero lírico costuma estar centrado no individual, por isso tende a se voltar para a subjetividade, para a emoção, para o sensível. Quem fala no poema, por meio de versos, é um eu individualizado, por isso mesmo chamado de eu lírico, que, como o narrador nos romances, contos e novelas, não deve ser confundido com o autor empírico.