Mário de Andrade carteador
O Brasil modernista visto pelas cartas do escritor
Maria de Oliveira, de 20 anos, estuda piano. Em 1941, escreve de São Luís, Maranhão, onde encontrara o conto “Piá não sofre, sofre”, na revista Planalto. Entusiasmada, deseja ler mais desse autor que o irmão lhe recomenda. Expressando-se com graça e desenvoltura, ganha, em São Paulo, um amigo que lhe oferece o livro Clã do jabuti, músicas e paciente atenção. Retribui com um azulejo antigo e uma boneca de feira. Victor Brecheret, escultor, mostra ao companheiro e crítico modernista, croquis do que anda fazendo em Paris, no ano de 1922, apesar do frio. A carta, mistura de português e italiano capaz de fazer inveja a Juó Bananere, contrasta com o rigor no traço.
























