sábado, 9 de maio de 2026

Tecidos da atualidade / O futuro da moda está na matéria-prima


Por muito tempo, os tecidos foram produzidos com foco apenas em custo e escala. Mas isso pode estar mudando. Hoje, a indústria têxtil é uma das mais pressionadas a rever seus processos, principalmente pelo alto impacto ambiental de matérias-primas tradicionais como algodão convencional e poliéster virgem
Por muito tempo, os tecidos foram produzidos com foco apenas em custo e escala. Mas isso pode estar mudando. Hoje, a indústria têxtil é uma das mais pressionadas a rever seus processos, principalmente pelo alto impacto ambiental de matérias-primas tradicionais como algodão convencional e poliéster virgem

Tecidos da atualidade

O futuro da moda está na matéria-prima

29 MARÇO 2026, 

A moda está mudando e os tecidos estão no centro dessa transformação. Mais do que tendência, a escolha dos materiais hoje carrega valores, inovações e compromissos com o futuro. Sustentabilidade, tecnologia e estética caminham lado a lado no desenvolvimento dos tecidos contemporâneos, que não apenas vestem, mas também contam histórias, protegem o meio ambiente e interagem com o corpo humano.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Moda nos anos 2020

 

Cresci em meio a uma era onde a moda era repleta de ousadia, exageros e muita personalidade. O final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 deixaram uma marca visual muito forte — uma mistura entre o futurismo do novo milênio e o desejo adolescente de pertencer a tribos e tendências. Era a época dos tecidos brilhantes, dos metalizados, das calças de cintura extremamente baixa, dos tops curtos, das sandálias plataforma e das bolsas pequenas, muitas vezes com logos de marcas por toda parte
Cresci em meio a uma era onde a moda era repleta de ousadia, exageros e muita personalidade. O final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 deixaram uma marca visual muito forte — uma mistura entre o futurismo do novo milênio e o desejo adolescente de pertencer a tribos e tendências. Era a época dos tecidos brilhantes, dos metalizados, das calças de cintura extremamente baixa, dos tops curtos, das sandálias plataforma e das bolsas pequenas, muitas vezes com logos de marcas por toda parte

Moda nos anos 2020

A visão de alguém que nasceu em 1990 

1 MARÇO 2026, 

Cresci em meio a uma era onde a moda era repleta de ousadia, exageros e muita personalidade. O final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 deixaram uma marca visual muito forte — uma mistura entre o futurismo do novo milênio e o desejo adolescente de pertencer a tribos e tendências. Era a época dos tecidos brilhantes, dos metalizados, das calças de cintura extremamente baixa, dos tops curtos, das sandálias plataforma e das bolsas pequenas, muitas vezes com logos de marcas por toda parte. As referências vinham de todos os lados: estrelas da música pop, como Britney Spears e Christina Aguilera; atrizes e celebridades que estampavam capas de revistas teen; e, claro, os primeiros passos da internet, com fóruns e blogs de estilo pessoal começando a surgir.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A influência da moda latina na Europa / Corpos, territórios e estéticas que cruzam fronteiras

 

Nós somos mais que influência, somos afirmação de presença. Por décadas, a América Latina foi observada com uma lente estereotipada, como uma terra de cores fortes, gestos exagerados e elementos “exóticos” que serviam de inspiração para coleções temáticas e de verão. Lembro bem de ver coleções europeias que “homenageavam” o Brasil, a Colômbia ou o México com símbolos caricatos, sem nenhuma conexão real com os significados por trás daqueles elementos.  E por vezes o Brasil também fez isso para vender para gringo, geralmente peças de alto valor
Nós somos mais que influência, somos afirmação de presença. Por décadas, a América Latina foi observada com uma lente estereotipada, como uma terra de cores fortes, gestos exagerados e elementos “exóticos” que serviam de inspiração para coleções temáticas e de verão. Lembro bem de ver coleções europeias que “homenageavam” o Brasil, a Colômbia ou o México com símbolos caricatos, sem nenhuma conexão real com os significados por trás daqueles elementos. E por vezes o Brasil também fez isso para vender para gringo, geralmente peças de alto valor

A influência da moda latina na Europa

Corpos, territórios e estéticas que cruzam fronteiras

29 ABRIL 2026, 
VANESSA BITTENCOURT

A moda nunca acontece isolada. Ela é sempre consequência de trocas culturais, deslocamentos e resistências. Como estilista brasileira vivendo na Europa e com uma trajetória que cruza o design, a arte e o fazer manual, tenho observado com atenção — e com certo orgulho — o quanto a estética latina vem ganhando espaço e respeito no circuito europeu.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Goff / Mulheres

  

Goff 
(Gerard Goffaux)
MULHERES




Um Brasil vivo entre a arte e o algoritmo

 

A capacidade humana de ressignificar é uma constante na cultura brasileira, principalmente marcada por um processo de antropofagia cultural (conceito cunhado por Oswald de Andrade, no Manifesto Antropofágico de 1928), que defende a ideia de devorar influências externas, a fim de transformá-las em algo genuinamente nacional. Essa postura, ao mesmo tempo crítica e criativa, está presente no modernismo, nas batalhas de slam, dos ateliês às redes sociais
A capacidade humana de ressignificar é uma constante na cultura brasileira, principalmente marcada por um processo de antropofagia cultural (conceito cunhado por Oswald de Andrade, no Manifesto Antropofágico de 1928), que defende a ideia de devorar influências externas, a fim de transformá-las em algo genuinamente nacional. Essa postura, ao mesmo tempo crítica e criativa, está presente no modernismo, nas batalhas de slam, dos ateliês às redes sociais

Um Brasil vivo entre a arte e o algoritmo

Uma análise interpelativa sobre o impacto da hiperconectividade na produção e consumo da arte brasileira

1 ABRIL 2026, 

Num mundo 100% conectado, — que ao acordar, verifica as notificações escassas da madrugada e quando se põe a dormir, o último estímulo é uma notícia trágica ou meme aleatório — a arte, por mais distante que possa aparentar estar, se apresenta como o grito da liberdade, da visibilidade palpável, da transmutação entre a revolta com a sociedade e o anseio de mudança, de jovens, brasileiros e criativos, que buscam pelas respostas não ditas no mundo.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Freud explicaria os likes?


Em diversos estudos, Sigmund Freud mostrou que nós, seres humanos, precisamos de aprovação externa constante para regular nossa autoestima e essa comparação entre o que somos e o que queremos ser, ele nomeou de ‘Ideal do Eu’. Para aliviar a distância entre um e outro, buscamos reconhecimento em quem está fora de nós... ou seja, investimos nossa energia nas pessoas que nos alimentam ou em quem é um reflexo de nós mesmos. No fim das contas, a dependência emocional é uma forma de manter nosso amor próprio vivo, mas sempre refém de alguma coisa ou alguém
Em diversos estudos, Sigmund Freud mostrou que nós, seres humanos, precisamos de aprovação externa constante para regular nossa autoestima e essa comparação entre o que somos e o que queremos ser, ele nomeou de ‘Ideal do Eu’. Para aliviar a distância entre um e outro, buscamos reconhecimento em quem está fora de nós... ou seja, investimos nossa energia nas pessoas que nos alimentam ou em quem é um reflexo de nós mesmos. No fim das contas, a dependência emocional é uma forma de manter nosso amor próprio vivo, mas sempre refém de alguma coisa ou alguém

Freud explicaria os likes? 

Do ego ao algoritmo: como a psicanálise entende a dependência emocional na era da informação

1 MARÇO 2026, 


O nosso mundo já foi um grande mundo - com mentes geniais, descobertas extraordinárias e conexões verdadeiras — mas hoje, não se parece mais com o mundo que já foi. Presenciamos, atentos, a transformação e o renascimento de um novo mundo: totalmente conectado, nitidamente estressado e parcialmente doente. 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mac Barnett e Jon Klassen/ “Triângulo”

 



Triângulo, Mac Barnett, Orfeu Negro, Deus Me Livro, Jon Klassen

0

“Triângulo” | Mac Barnett e Jon Klassen

Ilustrador e designer, Jon Klassen tem sido responsável por alguns dos títulos mais divertidos do universo infantil, com ilustrações que, recorrendo a uma paleta de cores escolhidas a dedo, a uma grande expressividade das personagens – sobretudo na forma de olhar – e ao uso de texturas com atenção extra ao detalhe, são já uma assinatura reconhecível em qualquer um dos seus livros

terça-feira, 28 de abril de 2026

Mac Barnett e Jon Klassen / “Quadrado”

 




Quadrado, Orfeu Negro, Mac Barnett, Deus Me Livro, Jon Klassen

0

“Quadrado” | Mac Barnett e Jon Klassen

Está longe de ser um mito urbano a ideia de que a malta jovem, pelo menos em Portugal, acaba por desenvolver uma forte alergia à matemática, e a tudo o que tenha a ver com fórmulas, sólidos, raízes quadradas ou formas.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Mac Barnett e Jon Klassen / Círculo

 



Círculo, Crítica, Deus Me Livro, Orfeu Negro, Orfeu Mini, Mac Barnett, Jon Klassen

0

“Círculo” | Mac Barnett e Jon Klassen

Costuma dizer-se, e o Canto II dos Lusíadas disse-os com as letras e os versos todos, que Portugal deu novos mundos ao mundo, tudo à boleia dos descobrimentos. Quanto a Mac Bernett e Jon Klassen, apesar de não serem matemáticos de profissão, conseguiram dar uma nova vida à geometria – ou, pelo menos, tornaram-na bem mais divertida com a sua trilogia das formas. Após a publicação de “Triângulo” e “Quadrado“, a festa ilustrada encerra com estilo e no feminino com “Círculo” (Orfeu Negro, 2019).

domingo, 26 de abril de 2026

Lemony Snicket e Jon Klassen / “O escuro”



CRÍTICAMIL FOLHAS0

“O escuro” | Lemony Snicket e Jon Klassen

Se decidíssemos elaborar uma lista dos maiores medos da gente pequena, fazendo uma sondagem em escolas e parques infantis, provavelmente encontraríamos algumas respostas comuns: aranhas, pessoas e situações estranhas, fazer xixi na cama e, no topo da lista, a escuridão.

sábado, 25 de abril de 2026

Mac Barnett e Jon Klassen / O Lobo O Pato & O Rato

 

O Lobo O Pato & O Rato, Mac Barnett, Jon Klassen, Orfeu Negro, Deus Me Livro

0

O Lobo O Pato & O Rato | Mac Barnett e Jon Klassen

Posso ter sido engolido mas não tenciono ser comido“. Palavras sábias estas, saídas do bico de um pato que, à maneiro de Gepeto mas com muito mais estilo e ainda maior arrumação, aprendeu a fazer vida na barriga de um lobo, fazendo do seu estômago uma casa que poderia ser capa e fazer as centrais de uma muito fashion revista de decoração.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Ted Kooser e Jon Klassen / 0 “A Casa Suspensa nas Árvores”

 


A Casa Suspensa nas Árvores, Ted Kooser, Jon Klassen, Deus Me Livro, Orfeu Negro, Crítica

0

“A Casa Suspensa nas Árvores” | Ted Kooser e Jon Klassen

Não muito longe daqui, vi uma casa suspensa nas mãos das árvores. Esta é a sua história”. É desta forma poética que mergulhamos em “A Casa Suspensa nas Árvores” (Orfeu Negro, 2022), um daqueles livros onde, à superfície, parece não se passar grande coisa, mas que lá dentro guardam uma vida inteira: a criança que perdemos, as rotinas que criamos, a natureza que nos quer mostrar o caminho mas que tendemos a ignorar.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Mac Barnett e Jon Klassen / 0 “Uma Aventura Debaixo da Terra”

 

Uma Aventura Debaixo da Terra, Orfeu Negro, Mac Barnett, Jon Klassen

0

“Uma Aventura Debaixo da Terra” | Mac Barnett e Jon Klassen

Para quem tem seguido de perto as edições da Orfeu Negro, um dos grandes motivos para se fazer a festa tem sido, sem qualquer dúvida, a edição de alguns livros do ilustrador e designer Jon Klassen, entre os quais se encontram “Quero o Meu Chapéu”, “Este Chapéu Não é Meu” e “O Escuro“.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

“Como é que o Pai Natal Desce Pela Chaminé?” | Mac Barnett e Jon Klassen

 

Como é que o Pai Natal Desce Pela Chaminé?, Orfeu Negro, Deus Me Livro, Crítica, Mac Barnett, Jon Klassen

0

“Como é que o Pai Natal Desce Pela Chaminé?” | Mac Barnett e Jon Klassen

Andam à procura de um livro atravessado pelo espírito natalício, para oferecer a filhos, sobrinhos ou netos nesta quadra festiva? Se assim for, “Como é que o Pai Natal Desce Pela Chaminé?” (Orfeu Negro, 2023) poderá bem ser a escolha ideal.

sábado, 18 de abril de 2026

Jon Klassen / “Uma Pedra Cai do Céu”

 

Uma Pedra Cai do Céu, Jon Klassen, Deus Me Livro, Crítica, Orfeu Negro

0

“Uma Pedra Cai do Céu” | Jon Klassen

E se, quando menos esperas, uma pedra de tamanho considerável cai do céu, aterrando precisamente no teu sítio preferido (onde não estavas por obra do acaso)? É este o ponto de partida para “Uma Pedra Cai do Céu” (Orfeu Negro, 2022), uma história em cinco actos assinada por Jon Klassen, o mestre dos mestres em mostrar aos mais novos o que é o sentido de humor disparatado – o melhor de todos.