domingo, 12 de abril de 2026

Um gênero narrativo / O miniconto


O miniconto é um gênero textual que guarda certa semelhança com as piadas e os provérbios. Como as piadas, minicontos são narrativas breves com final surpreendente. Muitos provérbios são, de certa forma, micronarrativas. Um importante filósofo alemão afirmava que provérbios são ruínas de antigas narrativas
O miniconto é um gênero textual que guarda certa semelhança com as piadas e os provérbios. Como as piadas, minicontos são narrativas breves com final surpreendente. Muitos provérbios são, de certa forma, micronarrativas. Um importante filósofo alemão afirmava que provérbios são ruínas de antigas narrativas


Um gênero narrativo

O miniconto

2 FEVEREIRO 2026, 


Ao contrário do que muita gente imagina, o miniconto não surgiu por causa das redes sociais, especialmente do X, (o antigo Twitter). Muito antes da internet, o gênero já circulava, não com a rapidez de hoje, é claro. Franz Kafka, escritor checo de língua alemã, falecido em 1924 e Ernest Hemingway, um excepcional contista norte-americano, falecido em 1961, escreveram minicontos; Augusto Monterroso, um escritor hondurenho, publicou O dinossauro, um dos minicontos mais conhecidos em 1959. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A poesia lírica / Como o eu lírico transforma linguagem em emoção


Há casos em que a poesia lírica não está voltada para o subjetivo, mas para a realidade objetiva e outros em que trata da passagem da objetividade para a subjetividade. Mesmo quando deixaram de ser acompanhados por instrumentos musicais, os poemas líricos mantiveram o aspecto musical, reforçado pelo uso de recursos sonoros, como o ritmo, a métrica, as rimas, o refrão etc. Os poemas líricos podem se apresentar em várias formas, fixas ou livres. Como exemplo de forma fixa, podemos citar o soneto e o rondó
Há casos em que a poesia lírica não está voltada para o subjetivo, mas para a realidade objetiva e outros em que trata da passagem da objetividade para a subjetividade. Mesmo quando deixaram de ser acompanhados por instrumentos musicais, os poemas líricos mantiveram o aspecto musical, reforçado pelo uso de recursos sonoros, como o ritmo, a métrica, as rimas, o refrão etc. Os poemas líricos podem se apresentar em várias formas, fixas ou livres. Como exemplo de forma fixa, podemos citar o soneto e o rondó

A poesia lírica

Como o eu lírico transforma linguagem em emoção

2 MARÇO 2026, 

O adjetivo lírico provém de lira, instrumento musical de cordas. O nome lírico se explica em razão de esse gênero, originalmente, ser cantado tendo por acompanhamento o som produzido por instrumentos musicais como a flauta e a lira. O gênero lírico costuma estar centrado no individual, por isso tende a se voltar para a subjetividade, para a emoção, para o sensível. Quem fala no poema, por meio de versos, é um eu individualizado, por isso mesmo chamado de eu lírico, que, como o narrador nos romances, contos e novelas, não deve ser confundido com o autor empírico. 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O gênero épico e suas vozes / Autor empírico, autor textual e narrador

 

O autor textual é o enunciador no texto literário e pode delegar a função de enunciador a um narrador ou mais de um narrador. No caso das narrativas com narrador não explicitado, esse se confunde com o autor textual. Como essas entidades são ontologicamente distintas, pode haver entre eles distâncias, particularmente de natureza ideológica, de onde não se pode julgar o autor empírico pelo autor textual


O gênero épico e suas vozes

Autor empírico, autor textual e narrador

2 ABRIL 2026, 

O que caracteriza o gênero épico é o fato de contar algo em prosa ou verso, por isso se trata de um gênero essencialmente narrativo. A presença de um narrador é condição essencial do gênero épico. O narrador é o autor da obra? Nas narrativas ficcionais, não. O autor é o sujeito empírico, ou seja, o indivíduo biológico com responsabilidades jurídicas e sociais cujo nome (ou pseudônimo) aparece na capa e/ou no frontispício da obra (Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, José Saramago, Marques Rabelo), a quem cabe a autoria em todas as suas instâncias, quer a direitos, quer a deveres. Em sua atividade, o autor empírico, entidade real, é o responsável pelas estratégias discursivas: escolha de um autor textual, do(s) narrador(es), gênero, tema, personagens etc. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Popol Vuh e a jornada da criação / Do homem de lama aos robôs do século XXI


No início do Popol Vuh, reinavam o vazio e a escuridão. O céu ainda não existia, e a terra estava coberta de água. Diante desse caos primordial, os deuses iniciaram o processo de criação. Entre os principais estão Tepeu e Gucumatz, divindades criadoras que planejaram e organizaram a criação do mundo e dos seres que nele habitam

Popol Vuh e a jornada da criação

Do homem de lama aos robôs do século XXI

1 ABRIL 2026, 

No início do Popol Vuh, reinavam o vazio e a escuridão. O céu ainda não existia, e a terra estava coberta de água. Diante desse caos primordial, os deuses iniciaram o processo de criação. Entre os principais estão Tepeu e Gucumatz, divindades criadoras que planejaram e organizaram a criação do mundo e dos seres que nele habitam

domingo, 29 de março de 2026

Hamnet / Quando a arte é necessária

 

Somos transportados para a vida da família protagonista desse drama e levados a compartilhar o desenrolar de uma tragédia íntima de proporções desumanas
Somos transportados para a vida da família protagonista desse drama e levados a compartilhar o desenrolar de uma tragédia íntima de proporções desumanas

Hamnet: quando a arte é necessária

Um filme sentido que não será esquecido

28 MARÇO 2026, 


Hamnet, da realizadora Chloé Zhao, é um filme que nos dá uma pista para responder a uma pergunta filosófica recorrente. Qual o sentido da Arte? Por que a Arte é necessária?