sábado, 30 de setembro de 2017

Hugh Hefner / As três grandes invenções da civilização


Hugh Hefner
As três grandes invenções da civilização

As três grandes invenções da civilização foram o fogo, a roda e a Playboy. Ninguém fazia sexo antes da Playboy. Nós o inventamos.

Hugh Hefner / O sexo



Hugh Hefner
O SEXO

A força mais civilizadora do mundo não é a religião, é o sexo.





Hugh Hefner / A vida é curta

Hugh Hefner


Hugh Hefner
A VIDA É CURTA

A vida é curta demais para viver o sonho de outra pessoa.







sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Hugh Hefner / Assim eram as festas na mansão da Playboy

Hugh Hefner, em 1966



Hugh Hefner, em 1966  MAGNUM PHOTOS

HUGH HEFNER

Assim eram as festas na mansão da Playboy

No dia da morte de Hugh Hefner, crônica de 2004 relembra a época das orgias mais eróticas do planeta

JOHN CARLIN
28 SET 2017 - 14:47 COT

Foi anunciada como festa, mas já antes de atravessar os portões da lendária mansão da Playboy de Hugh Hefner, tive a sensação de que havia algo estranho. Começando com a cena no lobby do Beverly Hills Hilton, onde os “convidados internacionais” se reuniram para se preparar e participar da mais recente comemoração do 50º aniversário da Playboy.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Morre Hugh Hefner, fundador da ‘Playboy’, aos 91 anos


Hugh Hefner
Poster de T.A.


Morre Hugh Hefner, fundador da ‘Playboy’, aos 91 anos

O legendário editor, ícone do excesso, revolucionou o mercado erótico nos anos 50



PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL
Los Angeles 28 SET 2017 - 02:27 COT

O fundador do império Playboy, Hugh Hefner, morreu nesta quarta-feira em sua casa em Beverly Hills, aos 91 anos. Hefner partiu “rodeado de seus seres queridos” em sua legendária residência, a Mansão Playboy. Com sua morte, vai embora um ícone do excesso nos Estados Unidos, o homem do chapéu de capitão, das coelhas entrelaçadas nos braços e das esposas incrivelmente jovens.
Playboy é uma das marcas mais reconhecidas dos Estados Unidos, uma referência durante décadas do entretenimento erótico masculino. Hefner fundou a revista em 1953 e ela se tornou uma sensação desde o primeiro número, com o feito de publicar fotos de Marilyn Monroe na capa. Nos anos seguintes, a Playboyse tornou a vanguarda das mudanças sociais que viriam nos Estados Unidos. Apenas a chegada da internet diluiu a influência da revista.
“Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante como um pioneiro da imprensa e da cultura e uma voz líder em alguns dos movimentos sociais e culturais mais significativos de nosso tempo, ao ser um defensor da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual”, disse seu filho Cooper Hefner, diretor criativo da Playboy Enterprises, citado pela revista People.
A revista Playboy revolucionou o mercado das revistas para homens até o ponto de quase se converter em um sinônimo dele. Sem esconder que seu apelo principal eram as fotos de mulheres nuas, de preferência famosas, a revista também atraia um público intelectual e rivalizava, com seus textos, com as melhores publicações da imprensa. Por suas páginas passaram autores como Ernest Hemingway, John Updike, Jack Kerouac, Norman Mailer ou Ray Bradbury, que publicou Farenheit 451 como série na revista.
Em 1962, a Playboy começou sua famosa seção de entrevistas com uma conversa entre Alex Haley, o autor de Negras Raízes, e a lenda do jazz Miles Davis. Depois, mês após mês apareceram ícones do esporte, da cultura ou, inclusive, da política dos Estados Unidos, em conversas longas onde permitiam que a revista publicasse suas confissões.
Hefner, multimilionário, praticamente desde o começo da revista, comprou em 1971 uma mansão em Beverly Hills de 20.000 metros quadrados e 29 quartos que chamou de Mansão Playboy e onde viveu uma vida de excesso, permanentemente em festas e rodeado de modelos. Ali convidava Hollywood inteira para encontros legendários. Estar na mansão de Hefner era ser alguém em Los Angeles. Magic Johnson, a estrela dos Lakers nos 80, relatou em um documentário que participou de festas em que havia 100 mulheres e apenas 10 homens. Ser convidado à Mansão Playboy se converteu em uma espécie de ritual para se reconhecer que uma pessoa havia ficado famosa em Hollywood.
Anos depois, aquele estilo de vida acabaria revelando um lado mais sinistro. Ao menos duas mulheres declararam na Justiça que foram drogadas e sofreram abusos sexuais por parte do ator Bill Cosby na Mansão Playboy, durante uma das festas. Hefner chegou a ser apontado como cúmplice de Cosby na agressão.
Ao redor dessa vida, Hefner criou uma personagem de eterno playboy, sempre com seu chapéu de capitão, um roupão e um copo na mão, ao qual foi fiel durante décadas. A vida de fantasia adolescente da Mansão Playboy foi retratada em um reality showThe girls next door, que foi ao ar de 2005 a 2010. Quando já não podia mais passar essa imagem, simplesmente desapareceu dos holofotes.
Hefner nasceu em Chicago e viveu uma infância de puritanismo estrito. Seus pais, metodistas, levavam uma vida cheia de proibições, que impunham aos filhos. Hefner costumava citar o ambiente repressivo e moralista de sua infância como um dos fatores que o levou a se reinventar na fantasia. Começou no mundo editorial desenhando tiras. Depois, começou a trabalhar na Esquire e em outras revistas até que criou a Playboy com uma equipe mínima de colaboradores. O ícone do coelho com uma gravata, talvez um dos símbolos mais reconhecidos do mundo, fez parte da marca desde o início. Nos anos 70, a revista chegou a vender 7 milhões de exemplares.
No início de 2016, Playboy Enterprises anunciou que a Mansão Playboy estava à venda por 200 milhões de dólares. Hefner pôs como condição de venda que quem comprasse o deixasse viver na casa até o final de sua vida. A mansão foi comprada, finalmente, por 100 milhões de dólares (320 milhões de reais), pelo magnata grego Daren Metropoulos, que já era proprietário da casa ao lado e planejava unir as duas.
Nesta época, a Playboy enfrentava problemas, devorada principalmente pela pornografia na internet. No final de 2015, a revista anunciou que deixaria de publicar nus. "A conjuntura passou", disse o executivo-chefe da revista, Scott Flanders. A publicação tentava se reinventar para um público mais jovem que já tinha disponível todo o sexo que queria na internet. A decisão foi um fracasso que não elevou o número de assinantes, embora tenha obtido mais leitores digitais. Em fevereiro deste ano, Copper Hefner, o último filho do fundador e herdeiro da revista, decidiu recuperar os nus. No Brasil, a revista deixou de ser publicada pela editora Abril em dezembro de 2015, após mais de 40 anos, e neste mesmo fevereiro voltou a circular como um selo da PBB Entertainment.
No meio de bacanais e coelhinhas de capa, Hefner se casou três vezes. O último casamento foi em 2012 com a modelo Crystal Harris. Ele tinha 86 anos e ela, 26. Além de Harris, Hefner ainda deixou quatro filhos vivos.
O plano do empresário playboy era ser enterrado em um túmulo ao lado da mulher que o ajudou a fundar seu império, Marilyn Monroe. O corpo da atriz descansa em um pequeno cemitério chamado Westwood Memorial Park. Em 2009, Hefner contou que tinha descoberto que havia um túmulo vazio ao lado do dela e que o comprara para ser enterrado ali. Uma oportunidade incrivelmente boa para deixá-la passar: "Quem não quereria estar junto a Marilyn por toda a enternidade?".
EL PAÍS


PESSOA


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Machado de Assis / Um gênio autodidata da literatura brasileira

Machado de Assis
Poster de T.A.

Machado de Assis, um gênio autodidata da literatura brasileira

Google homenageia o maior expoente do realismo social no Brasil no 178º aniversário de seu nascimento


Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, numa família humilde. Era filho de dois ex-escravos mulatos alforriados: o pintor de paredes Francisco José de Assis e a lavadeira Maria Leopoldina Machado de Assis. Essa situação marcou toda a sua vida, já que a escravidão só seria abolida no Brasil 49 anos depois do seu nascimento. Ficou órfão quando era muito pequeno e foi criado por sua madrasta, a também mulata Maria Inês, que lhe apresentou e ensinou as primeiras letras.
Machado de Assis enfrentou muitos desafios por ser um mestiço no século XIX, incluindo o acesso limitado à educação formal. Passou pela escola pública, mas sua formação na verdade foi autodidata, já que nunca foi à universidade. Por outro lado, uma grande ambição intelectual o acompanhou por toda a vida. Em um de seus primeiros trabalhos, na padaria de Madame Guillot, aprendeu a ler e a traduzir francês, e quando já estava perto de completar 70 anos quis começar a estudar grego.


Machado de Assis
Doodle em homenagem ao escritor brasileiro Machado de Assis.


Com apenas 16 anos, Machado de Assis entra em contato com o grupo de escritores que se reunia numa livraria central do Rio e publica seu primeiro poema, Um Anjo. A partir desse momento, sua atividade intelectual será contínua até sua morte, em 1908.
Também trabalha como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. Aos 19 anos, se torna revisor de provas na editora de Paula Brito, e um ano depois no Correio Mercantil. Seu novo ofício o introduz plenamente no ambiente jornalístico e literário.
Colabora nas publicações MarmotaParaíbaEspelho – efêmera revista que funda com Eleuterio de Sousa em 1858 – e no próprio Correio Mercantil. Sua primeira colaboração em prosa é uma tradução de Lamartine, e seu primeiro estudo crítico importante, O Passado, o Presente e o Futuro da Literatura, reflete sobre a formação de uma literatura nacional.
Em 1860, aos 21 anos, Machado de Assis começa a colaborar com o Jornal do Rio, onde será o encarregado de escrever sobre os debates no Senado. Obrigado a refletir sobre a política e a vida social, a experiência representará um grande aprendizado para ele, que a essa altura dá sinais de ser um excelente jornalista que começa a forjar esse modo inconfundível de narrar, ao mesmo tempo tão simples e profundo, marcado por uma inteligente ironia.
Sua extensa obra literária é composta por nove romances e peças teatrais, 200 contos, cinco coleções de poemas e sonetos e mais de 600 crônicas. Embora não alcance grande reconhecimento como dramaturgo, o obtém como poeta, com a coletânea Crisálidas (1864), seu primeiro livro, ainda associado ao romantismo.
Dois acontecimentos cruciais na biografia de Machado de Assis marcarão sua vida: seu ingresso na Administração do Estado – primeiro em 1867, como funcionário do Diário Oficial, e depois, em 1873, na Secretaria de Agricultura – e seu casamento com Carolina Xavier de Novais, em 1869.
Ascendeu na carreira de funcionário público até se aposentar como diretor do Departamento de Comércio, podendo a partir de então se dedicar integralmente à literatura, para o que contribuiu também a sua esposa, ao lhe proporcionar estabilidade emocional e estimulá-lo a conhecer os autores ingleses que tanto o influenciaram em suas obras seguintes.
Em 1870, é lançado o segundo volume de poemas Machado, Falenas, mas, embora tivesse então apenas 31 anos, essa década se destacará por sua maturidade e desenvolvimento narrativo. Contos Fluminenses (1870) e Histórias da Meia-Noite (1873), lançados por aquela que viria a ser a sua principal editora, a Garnier, reúnem contos publicados anteriormente no Jornal das FamíliasRessurreição (1872), seu primeiro romance, é também uma obra convencional, embora já se detecte nele uma das principais características de Machado como romancista: a prospecção psicológica.
Após passar por uma grave crise de saúde entre outubro de 1878 e março de 1879, escreve Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), que trata das relações sociais no Brasil. Com esse romance, narrado pelo defunto Brás Cubas, Machado abandona a fórmula do realismo europeu e, com isso, o predomínio da racionalidade convencional. Nesse romance, ele inaugura a sua fase de maturidade que o eleva à altura dos grandes mestres do realismo do século XIX. É considerado o introdutor do estilo realista no Brasil.
Esses anos marcam também o início de sua inteligente percepção da história brasileira, que revela uma sociedade oposta àquela de uma pátria romântica, com referências à organização servil e familiar e aos desafios da abolição da escravatura e da proclamação da República.
Tão brilhantes como seus romances foram seus contos desta etapa, que fazem de Machado um mestre do gênero, talvez o primeiro grande contista latino-americano. Papéis Avulsos (1882), que inclui O AlienistaHistórias Sem Data(1884), Várias Histórias (1896) e Páginas Recolhidas (1899) são testemunhos disso.
Quase todas essas obras-primas da narrativa brasileira e universal foram escritas em meio à vida plácida e ordenada de funcionário público, e algumas após a sua aposentadoria compulsória, em 1897. Àquela altura, já era considerado havia algum tempo o melhor escritor brasileiro. Sua aclamação como presidente da Academia Brasileira de Letras, da qual foi membro fundador, constituiu um reconhecimento a mais, antes de sua morte, a 29 de setembro de 1908.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O macaco apertou o botão, mas os direitos autorais não são seus

Naruto
2017
Poster de T.A.

O macaco apertou o botão, mas os direitos autorais não são seus

Julgamento sobre direitos de uma selfie que um macaco tirou termina com um acordo entre as partes


TOMMASO KOCH
Madri 12 SET 2017 - 11:27 COT


A sefile de Naruto, em 2011
A sefile de Naruto, em 2011 WIKIMEDIA

Naruto sorriu. E apertou o botão. Clique. Ainda não se sabe por que o macaco teria se aproximado da câmera que o fotógrafo David Slater tinha deixado sobre um tripé. Mas a verdade é que a tocou e disparou. Assim, o macaco conseguiu fazer um selfie. Como milhões de seres humanos. Embora, claro, seja um animal. Nem Naruto nem qualquer cérebro humano, de qualquer forma, poderia imaginar que, naquele dia de 2011, começaria uma história de seis anos, debates, ações judiciais, falências e milhares de euros que, da selva da Indonésia, terminaria diante de um tribunal de San Francisco.
Na segunda-feira, o julgamento do recurso entre Slater e a organização PETA (que defende um tratamento mais ético para os animais), que reivindicava em nome do macaco sua autoria sobre a imagem, terminou com um acordo: o fotógrafo doará 25% da renda futura gerada pela foto para organizações que protegem Naruto e outros macacos-de-crista da Indonésia.

“PETA e David Slater concordam que este caso levanta questões inovadoras sobre a expansão dos direitos legais para os animais, um objetivo que ambos apoiam e para o qual continuarão trabalhando”, disse um comunicado conjunto após o encerramento do julgamento. A mídia norte-americana e britânica tentou, sem sucesso, entrar em contato com Slater para perguntar quanto dinheiro os direitos do selfie renderam. A PETA reproduziu ao EL PAÍS as palavras de seu conselheiro-geral nos EUA, John Kerr: “O caso gerou uma discussão internacional sobre a necessidade de estender os direitos fundamentais aos próprios animais, e não em relação à forma como os humanos podem explorá-los. Graças ao acordo, as vendas das fotos tiradas sem dúvida por Narutoajudarão a protegê-lo e apoiá-lo, a sua comunidade de macacos e seu lar na Indonésia”. Para quem quer visitar a reserva de Tangkoko, com certeza encontrará Naruto.
No entanto, este longuíssimo périplo traz, com seu epílogo, um dilema: os animais teriam direitos autorais? “Não, a lei esclarece que apenas uma pessoa natural é considerada criadora de uma obra”, responde o advogado Andy Ramos. Especialista em direitos autorais, ele explica que existem exceções para pessoas jurídicas, mas não para um animal. “Mesmo que um elefante pinte um quadro, não tem propriedade intelectual sobre ele”, acrescenta. Excluindo o macaco, Ramos acredita que Slater também não é o autor da foto, pois não a tirou: a imagem pertence ao domínio público, de acordo com o advogado.

O fotógrafo, por outro lado, publica um amplo relato em seu site, onde atribui a si “o famoso selfie do macaco”. Em 2011, Slater viajou à ilha indonésia de Sulawesi e passou três dias fotografando os macacos-de-crista da reserva de Tangkoko.
Empenhou-se principalmente em tirar fotos dos macacos de perto com uma objetiva grande-angular. Não havia, no entanto, maneira de conseguir o que queria: “Algo os incomodava”. Então, o fotógrafo freelance mudou de estratégia: configurou a câmera com o autofoco, a deixou em seu lugar, se afastou e esperou que os próprios macacos se aproximassem e se imortalizassem por conta própria. Naruto mordeu a isca. “Não foi algo casual, foi preciso muita perseverança”, Slater disse ao jornal The Guardian há dois meses, assim que começou o julgamento do recurso.
O criador acrescentou que não podia comparecer perante o tribunal em San Francisco nem comprar uma câmera para substituir a que havia quebrado ou pagar o advogado que o defendia. Dizia que estava arruinado e que pensava em começar a trabalhar como “passeador de cães”. E isso mesmo com a foto de Naruto tendo sido compartilhada durante anos por milhões de usuários e sites em todo o mundo. O macaco era uma celebridade e podia-se pensar que Slater estava com a vida ganha graças aos direitos autorais. Nada mais longe da realidade.
Seu site, onde o fotógrafo oferece um link para o envio de doações e vende o selfie, autografado por ele mesmo, a partir de oito euros (cerca de 30 reais), fornece uma pista sobre sua situação. Slater publicou pela primeira vez a imagem, juntamente com outras, no livro Wildlife Personalities, em 2014. No entanto, pouco depois, encontrou a foto on-line, em blogs e sites como a Wikipedia. Pediu para ser retirada, mas recebeu uma e outra vez a mesma resposta: o macaco havia tirado a foto sozinho e, portanto, pertencia ao domínio público. O Escritório de Direitos Autorais dos EUA decidiu então que os animais não tinham direitos autorais.
Mas podiam, pelo menos, recorrer aos tribunais. E Slater descobriu, alguns meses depois, que um macaco havia iniciado um processo contra ele. Por trás estava a PETA, que havia identificado Naruto como o autor da foto e decidiu defender seus direitos. O julgamento levantou polêmicas e inúmeras questões éticas e legais, cômicas talvez para alguns, mas, ao mesmo tempo, muito sérias. Naruto teria direito a todas as receitas com a imagem? Como um macaco recebe uma notificação por escrito de um julgamento? Uma vez que o macaco esteja morto, os direitos passarão para seus herdeiros? Qual deles seria legítimo ou ilegítimo? A PETA poderia assumir sua defesa? E, além disso, Naruto era realmente o famoso macaco do selfie? Porque, de acordo com Slater, era uma fêmea, que tampouco tinha 6 anos.
Em 2016, o juiz determinou que a Lei de Direitos Autorais (Copyright Act) não abrange os animais. A PETA recorreu, e em julho o caso do selfie do macaco voltou à Justiça. Desta vez, antes que o tribunal respondesse, houve acordo entre as partes. Aparentemente, todos contentes. Slater e Naruto, agora, sorriem juntos.