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sábado, 25 de junho de 2016

Jonathan Franzen / Uma cruzada contra o Vale do Silício

Jonathan Franzen
Poster de T.A.

Jonathan Franzen

Uma cruzada contra o Vale do Silício

Em ‘Purity’, escritor alerta para as ilusões vendidas pelas grandes corporações da Internet



IKER SEISDEDOS
6 OUT 2015 - 17:00 COT

Jonathan Franzen, romancista a quem se costuma atribuir a responsabilidade de carregar o rótulo de principal escritor norte-americano da atualidade e outras bajulações venenosas, costumava dividir seus dias entre o espaçoso apartamento no Upper East Side de Manhattan e Santa Cruz, uma cidade do Pacífico localizada entre as baías de San Francisco e Monterrey, onde o surfe é uma religião e as pessoas cultivam com afinco as suas excentricidades. Chegou a esse rico recanto pelas mãos de sua namorada de mais de uma década, Kathryn Chetkovich, escritora como ele; a “menina californiana” que aparece discretamente em A Zona do Desconforto, memórias fragmentárias do autor de Liberdade. A mãe de Kathryn está “bem mais idosa”, por isso, há três anos, o casal se instalou quase que permanentemente em uma casa da família em uma rua residencial. Um local absurdamente calmo com vista para um bosque dominado por eucaliptos. Aqui, os moradores deixam as portas de suas casas abertas e o escritor, um homem cheio de manias, vive razoavelmente isolado do mundo.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Jonathan Franzen / “Se você é um jovem esperto, é difícil imaginar que há solução para os problemas”

Jonathan Franzen durante sua visita a Paraty, em 2012. WALTER CRAVEIRO

Jonathan Franzen

 “Se você é um jovem esperto, é difícil imaginar que há solução para os problemas”

O norte-americano, um dos maiores escritores da atualidade, lança novo livro no Brasil

'Pureza' (Cia das Letras) é um romance não muito otimista, mas espirituoso, como o autor


CAMILA MORAES
São Paulo 28 MAI 2016 - 19:09 COT
Pegue os seguintes elementos e misture em doses parecidas e ordem aleatória: jovens, Internet, segredos, política e encrenca. É toda a receita que você precisa para se aproximar de Pureza, o romance mais recente do escritor norte-americano Jonathan Franzen – considerado um dos mais importantes (vivos) hoje. Ao menos, Franzen prefere que o encontro seja assim, sem spoilers. Seu livro acaba de ser lançado no Brasil pela Companhia das Letras, depois de uma trajetória de um ano, que começou nos Estados Unidos e já passou pela Europa – onde o autor é muito admirado –, além de outros países.

Na verdade, entre os europeus, assim como entre seus conterrâneos, Franzen ­– que esteve em Paraty para a Flip em 2012 – é bastante criticado também. Mas isso talvez se deva mais ao fato dele ter fama de mal-humorado e de ser um crítico ferrenho das redes sociais. Essa ideia, porém, é uma das que podem ser desconstruídas pelo leitor dePureza. A história se concentra em Pureza Tyler, que tem 23 anos, coleciona fracassos, é apegada à mãe e prefere ser chamada de Pip. Logo caminha para uma rede conspiratória envolvendo um importante espião-ativista da Internet, nos moldes de Edward Snowden, e um jornalista investigativo. Tem muito sobre os contras, mas também os prós da rede.