Da teatralidade do corpo
Lewis Carroll e Paula Rego
“ Para qualquer ser humano a simples percepção de outro ser humano é já de si particularmente estimulante, mas na sociedade em que vivemos, onde, como nota Maffesoli ( 1190: 128-129), “ o signo conta mais mais que o significado”, cultiva-se a teatralidade dos corpos: cada homem, cada mulher, apresenta-se perante os outros como um “ corpo que se pavoneia” e finalmente a vida social é toda ela um espectáculo. É claro que isto acontece porque, como diz Breton, o ser humano tornou-se “ essencialmente olhar”.
