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segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Queen Elizabeth meets the stars

 

Actor Raquel Welch shakes hands with Queen Elizabeth in March 1966.


Queen Elizabeth meets the stars – in pictures


When stars align: the Queen has had celebrities, from Elizabeth Taylor and Marilyn Monroe to Paul McCartney and Frank Sinatra, queuing up to meet her throughout her reign

Saturday 17 September 2022

The Queen receiving Carol Ann Duffy at Buckingham Palace shortly
after Duffy became the poet laureate in 2009.
 


Queen Elizabeth talks to actor Joan Collins during the Dramatic Arts reception at Buckingham Palace,
February 2014


Elizabeth meets Hollywood actor Marilyn Monroe Miller, standing next to Victor Mature,
during the Royal Film Performance, October 1956

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Frank Sinatra / That´s life / Joker




That's life 
Joker 



Frank Sinatra 

THAT´S LIFE

That's life, that's what people say
You're riding high in April
Shot down in May
But I know I'm gonna change that tune
When I'm back on top, back on top in June
I said, that's life (that's life) and as funny as it may seem
Some people get their kicks
Stompin' on a dream
But I don't let it, let it get me down
'Cause this fine old world it keeps spinnin' around
I've been a puppet, a pauper, a pirate
A poet, a pawn and a king
I've been up and down and over and out
And I know one thing
Each time I find myself flat on my face
I pick myself up and get back in the race
That's life (that's life) I tell ya, I can't deny it
I thought of quitting, baby
But my heart just ain't gonna buy it
And if I didn't think it was worth one single try
I'd jump right on a big bird and then I'd fly
I've been a puppet, a pauper, a pirate
A poet, a pawn and a king
I've been up and down and over and out
And I know one thing
Each time I find myself layin' flat on my face
I just pick myself up and get back in the race
That's life (that's life) that's life
And I can't deny it
Many times I thought of cuttin' out but my heart won't buy it
But if there's nothing shakin' come here this July
I'm gonna roll myself up in a big ball and die
That's life, and as funny as it may seem Some people get their kicks stompin' on a dream But I don't let 'em get me down 'Cause this fine old world, it keeps me spinnin' round


quinta-feira, 6 de julho de 2017

A guerra dos poderosos chefinhos Puzo e Sinatra



A guerra dos poderosos chefinhos Puzo e Sinatra


POR EULER DE FRANÇA BELÉM 
EM 04/07/2009 ÀS 10:10 AM


O livro “Confissões de Mario Puzo e Revelações Sobre o Chefão” do próprio Puzo, apesar do título estrambótico, conta os desencontros do escritor e do cantor-ator
Mario Puzo e Frank Sinatra  
Frank Sinatra é o cantor Johnny Fontane de “O Poderoso Chefão”, de Mario Puzo (livro) e de Francis Coppola (filme). Durante anos, a Máfia patrocinou o amigo Sinatra e, quando sua carreira caminhava para a decadência, mafiosos, como Sam Giancana, levantaram-na com elegância e, não menos importante, violência. Ao escrever o “Chefão”, Mario Puzo não hesitou e aproveitou a história de como Sinatra conseguiu um papel importante no filme “A Um Passo da Eternidade” (1953), dirigido por Fred Zinnemann. A Máfia “deu-lhe” o papel do simpático Angelo Maggio, um soldado rebelde. Sinatra ficou “p” da vida e prometeu vingança, a maior delas ignorar Puzo em encontros sociais.
O livro “Confissões de Mario Puzo e Revelações Sobre o Chefão” (Artenova, 271 páginas), do próprio Puzo, apesar do título estrambótico, conta os desencontros do escritor e do cantor-ator. A dona do Elaine’s de Nova York, Elaine, tentou apresentar Puzo para Sinatra. Perguntou se não havia problema, Puzo disse que não, mas Sinatra não quis conversa.
Noutra ocasião, ao participar do aniversário de um milionário, no Chasen’s, em Los Angeles, perguntaram a Puzo se queria ser apresentado a Sinatra. Escaldado, o escritor disse que não. Quando ia embora, o anfitrião e um “assecla” pegaram Puzo pelas mãos e o levaram para conhecer Sinatra.
O relato de Puzo: “O milionário fez a apresentação. Sinatra não ergueu os olhos do prato nem por um instante sequer.
— Gostaria de lhe apresentar o meu amigo Mario Puzo — disse o milionário.
— Pois eu não gostaria — retrucou Sinatra.
Diante disso comecei a me afastar. Aparentemente, contudo, o pobre milionário não havia percebido, continuando a insistir.
— Eu não quero ser apresentado a ele — repetiu Sinatra”.
Como Sinatra parece ter avaliado que Puzo pedira para ser apresentado, o autor de “O Poderoso Chefão” esclareceu: “Escute, a ideia não foi minha”. “Seguiu-se, então, a coisa mais espantosa”, relata Puzo. “Ele não entendeu nada. Imaginou que eu estaria me desculpando por causa de Johnny Fontane, o personagem do meu livro.” Sinatra perguntou: “‘Quem foi que lhe disse para botar aquilo no seu livro? O seu editor?’ — perguntou ele, com a voz quase amável”.
Puzo, que dizia não aceitar interferência de editores em seus livros, corrigiu: “Eu estava me referindo a nossa apresentação”. Ao perceber que a “arte” era mesmo de Puzo, “Sinatra pôs-se a vociferar. O pior termo que usou para me ofender foi cáften, o que de certa forma foi lisonjeiro para mim que jamais conseguira de uma namorada que aos menos espremesse os cravos das minhas costas, quanto mais que trabalhasse para mim. Lembro-me ter ele afirmado que, não fosse pelo fato de eu ser mais velho, me daria uma surra inesquecível. Acontece que eu era um garoto quando ele já cantava na Paramount. O que me magoou de verdade foi ver aquele italiano do Norte ameaçando a mim, um italiano do Sul, com violência física. Tipo da coisa que não se faz. Os italianos do Norte nunca se metem com os do Sul”. Quando Coppola foi escolhido para dirigir o filme, Sinatra disse-lhe: “Sabe, Francis, eu trabalharia em ‘O Chefão’ para você. Não o faria por aqueles caras da Paramount, mas por você, sim”. Muitos cantores foram sondados para fazer Johnny Fontane, mas a maioria não quis. O primeiro a se prontificar foi Al Martino, mas Vic Damone foi consultado primeiro. Aceitou e, depois, recusou, porque era “leal” a Sinatra ou porque a grana era curta. “Al Martino acabou conseguindo o papel e, na minha opinião, saiu-se muito bem”, conta Puzo.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Frank Sinatra / Um século de magia

Frank Sinatra

Frank Sinatra, um século de magia

Francis Albert Sinatra nasceu na fria manhã de 12 de dezembro de 1915



Sinatra no filme 'Corações Enamorados’, de 1955. / EVERETT/CORDON PRESS
Custa muito imaginar um mundo sem as canções de Frank Sinatra. É como imaginar Nova York de noite sem luzes. Há algo poderosamente belo e mágico em seu melhor cantor, com essa melancolia arrebatadora em sua voz terna e apaixonada, dando sentido e brilho a nossos sentimentos mais fortes.
Conhecido mundialmente como The Voice (A Voz), embora o apelido que mais ouviu na vida foi Blue Eyes (Olhos Azuis), Francis Albert Sinatra nasceu na fria manhã de 12 de dezembro há justamente um século em um humilde apartamento de Hoboken, em Nova Jersey. Foi difícil sair o homem que chegaria ao topo com sua voz aveludada: o médico o tirou com fórceps e, segundo sua avó, teve de colocá-lo com o rosto e o corpo machucados em uma bacia com água gelada para ativar sua circulação. Filho único de um casal de imigrantes italianos, o fanfarrão Sinatra sempre falou de uma infância de penúria, mas esse relato era dramatizado para se apresentar como um lutador. Fazia sentido: os vocalistas eram secundários em relação aos instrumentistas no jazz dos anos 30. Por isso, teve que de se valorizar muito desde que deixou o colégio aos 16 anos e decidiu dedicar-se à música, apesar da desaprovação do pai, que o expulsou de casa e lhe disse que acabaria sendo “um vagabundo”.

Acabou em Nova York, onde cantou em clubes até ser o vocalista da fantástica big band de Tommy Dorsey. Sob sua batuta, desenvolveu um fraseado único, inspirado nas nuances de Billie Holiday e Louis Armstrong e conseguido através de muito exercício físico, mas, tomando como modelo seu adorado Bing Crosby, deixou a orquestra e partiu para voo livre. Podia ter se saído mal, mas se tornou uma celebridade. O jovem e charmoso Sinatra era o garoto do bairro que tinha uma legião de admiradoras. Hoje poucos se lembram: Blue Eyes inaugurou o fenômeno das fans no início dos anos 40, antes de Elvis Presley e dos Beatles. Apelidadas de bobby soxers por seu estilo colegial de saias longas e meias soquete brancas, suas seguidoras adolescentes chegaram a criar a Sighing Society of Sinatra Swooners (associação de suspiradoras desmaiadas de Sinatra). Nascia o mito do Swoonatra (jogo de palavras entre swoon, que significa desmaiar, e Sinatra) nos shows. Também dos assentos mijados porque muitas fanáticas preferiam molhar-se e continuar vendo o cantor do que ir ao banheiro.
O novo ídolo era espevitado. Soube fazer da rádio o passaporte para a fama. Em tempo de Segunda Guerra Mundial, não eram muitos os que poderiam permitir-se ir ao cinema. As ondas do rádio se tornaram o meio mais eficaz para chegar ao coração de todo o país. Entre 1942 e 1955, Sinatra chegou a ser a estrela de nove programas e a voz mais popular com suas canções, mas também com sua desenvoltura acompanhando grandes humoristas como Bob Hope ou o duo de George Burns e Gracie Allen. Tudo correu bem para ele no mundo do espetáculo nesse período em que se transformou na trilha sonora dos norte-americanos, com seus discos na Columbia e na Capitol, e um dos rostos mais amados do cinema, chegando a ganhar o Oscar por A um Passo da Eternidade

Era a imagem viva da América triunfante, mas também da arrogante e hedonista. Suas explosões de temperamento e raiva eram contadas às dezenas, como os casos amorosos. Casado com Nancy Barbatto, mãe de seus três filhos, a popularidade o tornou um mulherengo. Protótipo do homem conquistador apegado à fama e uma garrafa, exemplificado ao máximo no grupo Rat Pack, formado com seus colegas Dean Martin, Jerry Lewis, Sammy Davis Jr, Humphrey Bogart, duas frases que se tornaram célebres em sua boca e definiram o estilo do homem que se apossou de My Way: “Só se vive uma vez, e da maneira que vivo, uma basta”, e “o álcool pode ser o pior inimigo do homem, mas a Bíblia diz que se deve amar o inimigo”. Sinatra, que se casou com Mia Farrow e Barbara Marx –viúva de Zeppo Marx–, e sabe-se de romances dele com Judy Garland, Kim Novak e Lauren Bacall, amou seu inimigo, mas não tanto como à vulcânica Ava Gardener, que o deixou louco, transformando o frívolo libertino em uma pessoa ciumenta.
O músico adorava o poder, fosse legítimo ou ilegítimo. Por isso teve sua própria companhia discográfica, a Reprise, e numerosas amizades na política e na máfia, dois mundos com os quais nem sempre pôde lidar como quis. Reconhecido como um democrata progressista, que se manifestou contra o racismo, teve uma estreita relação com John F. Kennedy, que costumava hospedar-se em sua mansão de Palm Springs, na Califórnia, até que o presidente cortou os vínculos com ele por sua ligação com o capo de Chicago, Sam Giancana. O cantor nunca o perdoou e, abalado por seu assassinato e à deriva social, deu seu apoio aos republicanos Richard Nixon e Ronald Reagan.
Um passo que demonstrou também sua defasagem com a cultura popular. Desde finais dos 60, tentou manter-se à tona em um país mudado por completo social e musicalmente. E não era o porta-bandeiras da modernidade. Desde que fez seu famoso show de despedida em 1971 –nunca foi o último porque regressou dois anos depois–, passou quase três décadas sendo A Voz, uma glória viva de outro tempo. Mas já naquela época parecia que ele era o único destinado a cantar o hino da cidade que nunca dorme. New York, New York soou pletórica em sua garganta. E continua sendo, mesmo que se escute um milhão de vezes e faça parte de cada novo disco que se edite todos os anos de Sinatra nos natais. Porque, um século depois de seu nascimento, todos sabemos: o mundo não brilharia do mesmo jeito sem suas canções.