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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Héctor Abad / Receitas de Amor para Mulheres Tristes



Héctor Abad
RECEITAS DE AMOR 
PARA MULHERES TRISTES

Uma série de “receitas” em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos “males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina”, que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, etc., etc., através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o “feminino” em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas “gostava de ser (…) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia.” Experimente, para ver se resulta.



COMPANHIA DAS LETRAS


Héctor Abad / Os Dias de Davanzati

Héctor Abad / A ausência que seremos




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Héctor Abad / Os Dias de Davanzati




Héctor Abad
OS DIAS DE DAVANZATI

Esta é a história de uma intromissão. Por um acaso, o narrador desta história começa a encontrar, no lixo do prédio, escritos de um vizinho misterioso. Em breve descobrirá que esse homem de certa idade, de rotinas pendulares, se trata afinal de Davanzati, um romancista com sucesso no passado e, entretanto, desaparecido da ribalta literária. A partir desse momento tornar-se-á leitor obsessivo – e único – dos desperdícios que constituem uma enorme galeria de estilos literários de um escritor que não escreve para ninguém. Os Dias de Davanzati analisa as relações entre a literatura e a vida a partir de um ângulo de grande originalidade: ligando a literatura ao lixo, num jogo em que as palavras se revelam resíduos sem valor de uma vida que não foi vivida; e as que se estabelecem entre a escrita e a leitura, a uma nova luz: a leitura como violação da escrita.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Héctor Abad / A ausência que seremos




Héctor Abad
A ausência que seremos


A ausência que seremos é, antes de mais nada, a “biografia” escrita pelo filho do médico sanitarista colombiano Héctor Abad Gómez (1921-87), defensor de causas sociais e dos direitos humanos executado pelos esquadrões da morte que golpearam seu país nos anos 1980.

O título do livro provém do primeiro verso do soneto “Epitáfio”, atribuído a Jorge Luis Borges, que Héctor Abad filho encontrou no bolso do pai, pouco depois de seu assassinato: “Ya somos el olvido que seremos./ El polvo elemental que nos ignora/ y que fue el rojo Adán, y que es ahora,/ todos los hombres, y que no veremos”.

Mas este livro é muito mais que uma biografia. Seu fascínio e graça resultam da própria dificuldade de escrevê-lo, que levou seu autor a arrastar a tarefa por quase vinte anos. Uma tarefa árdua, em primeiro lugar, porque o personagem central é uma pessoa extremamente complexa. Um homem de fortes convicções, que conduziu sua batalha sanitarista com paixão missionária, mas que nunca abraçou nenhum dogmatismo, advogando acima de tudo pela liberdade de pensamento. Sua doutrina máxima era o “mesoísmo” filosófico, termo que ele cunhou para defender o meio-termo e a negociação; almejava a criação de um novo ramo da medicina, a poliatria, voltada não ao tratamento do corpo social, mas intervindo nas causas mais profundas de suas mazelas. Levado por essa crença, entregou-se de corpo e alma à luta em prol dos direitos humanos, denunciando incansavelmente as barbaridades praticadas pelos paramilitares, com a conivência das autoridades. Pacifista convicto, foi vitimado pela própria guerra suja que denunciava.

O desafio de retratar um homem irrepreensível sem resvalar no elogio exagerado é ainda mais árduo quando o retratista é nada menos que o próprio filho. Como o autor declara a certa altura, teria sido fácil para ele fazer uma Carta ao pai às avessas da kafkiana, onde em vez de medo haveria confiança; em vez de poder despótico, o diálogo tolerante. Consciente do risco do louvor excessivo, soube evitá-lo com maestria recriando a realidade em diversos planos, sob diversos olhares. Seu ponto de vista pessoal – como criança encantada pelo pai-herói, adolescente em conflito com o pai-coruja e adulto perplexo aos pés do pai-mártir – completa-se em contraponto com o do próprio protagonista, em trechos dos escritos que legou, somado ao de amigos, colegas e conhecidos, da viúva e das filhas, que emprestam sua voz para oferecer cada qual um ângulo particular. Nesse caleidoscópio coral cabem até os escritos de inimigos e desafetos, como os burocratas acadêmicos que o perseguiram na Universidade de Antioquia e o líder dos paramilitares que articulou sua execução. Seu texto denso, carregado de dor e violência, traz também poesia e lances de fino humor, comprovando o refinamento da escrita de Héctor Abad.

“Um espantoso mergulho no inferno da violência política colombiana, na vida e na alma da cidade de Medellín, nos ritos, insignificâncias, intimidades e grandezas de uma família, um testemunho delicado e sutil do amor filial. É uma história real, mas ao mesmo tempo uma magnífica ficção, pela maneira como está escrita e construída.” – Mario Vargas Llosa


Nasceu em 1958, em Medellín (Colômbia), e é jornalista, escritor, editor e tradutor. Nessa cidade cursou filosofia, medicina e jornalismo, mas formou-se em letras, pela Universidade de Turim. Publicou os romances Asuntos de un hidalgo disoluto (1994), Fragmentos de amor furtivo (1998), Basura (2000, prêmio Casa de América de Narrativa Inovadora, Espanha) e Angosta (2004, Prêmio Nacional de Melhor Romance Estrangeiro, China), além deTratado de culinaria para mujeres tristes (1996), de gênero inclassificável, e dos livros de ensaios breves Palabras sueltas (2002) e Las formas de la pereza(2007). Twitter oficial do autor: @hectorabadf Blog oficial do autor: http://blogs.elespectador.com/habad/