Mark contemplating his next role on Broadway (2013)
Rajna (2013)
Alex thinking of his Studio 54 days (2013)
Tea with Gramps (2014)
At least Rob and Jude are talking (Easter 2013)
Still life with purple towel (2013)
Curriculum vitae
Richard Burger
Born Genova Italy
Lives and works in London
Education
2013-15 Art Students League of New York, NYC USA, taught by Mary Beth McKenzie and William Scharf
2011-13 Chelsea College of Art, London UK oil painting, experimental painting and critical theory in contemporary art, taught by Enver Gursev and Sophia Kosmaoglu
1983 Batchelor of Engineering the University of Sheffield UK
Group Exhibitions
June 2016 BP Portrait awards selected for exhibition at the National Portrait Gallery
Sep 9-20 2015 Where have you been – invitational group show – Core@Nolias Gallery London SE1
May 6 2015 Project Neptune art Exhibition BP headquarters Sunbury on Thames
Dec 4 2014 -Jan 15 2015 Manhattan Borough president’s office NYC department of culture, Small works juried exhibition
Sep 14 Bow Arts Trust Open – SE1 Open Studios
March 2014 Scelgo a Parigi – Genova Italy
Dec 2013 Art Student League – Holiday Sale NYC
Sept 2013 Bow arts Trust Bow Open – SE1 Open Studios, London
Sept2012 Bow Arts Trust Bow Open – SE1 Open Studios, London
Publications
The Flag July 2015 – Art imitates life
Commissions
BP Shipping Centenary commission
Residencies
Bow Arts trust – SE1 studios and the Rum Factory studios
A história do prolífico contista devorado pelo conde Drácula
A editora espanhola 'Páginas de Espuma' publicou o volume mais completo dos contos de Bram Stoker
J. A. AUNIÓN
Madri - 22 SEP 2018 - 09:43 COT
O gosto voraz do conde Drácula por sangue fresco deixou um fluxo interminável de vítimas, a começar por seu próprio criador, o autor irlandês Bram Stoker (1847-1912), cuja obra ficou sepultada sob seu personagem, um dos maiores ícones da cultura popular. Para alguns, é um esquecimento merecido – há alguns anos Rogério Fresán se referiu a ele neste jornal como um "criador fraco" com "uma grande obra"–, mas para outros é totalmente injusto porque defendem um escritor com uma dezena de romances, poemas, adaptações teatrais, crônicas e artigos que, entre outras coisas, "cultivou de modo primoroso e feliz a narrativa curta".
O escritor James Joyce e a livreira Sylvia Beach em 1930, dentro da livraria Shakespeare and Company, em Paris.
Que livros compravam Simone de Beauvoir, Joyce, Hemingway e Lacan em Paris?
Pesquisadores da Universidade de Princeton vasculham os arquivos digitalizados da histórica livraria Shakespeare and Company para detalhar o perfil leitor de seus clientes mais ilustres
Durante a primeira parte do século XX, Paris representava mais do que nunca a cidade dos intelectuais, um ponto de encontro onde confluíam alguns dos autores-símbolo daquela época. Gertrude Stein a chamava de Geração Perdida, uma expressão que se tornou famosa graças ao romance Paris É uma Festa (1948), de Ernest Hemingway, e que descrevia os jovens que tiveram o azar de chegar à maturidade no contexto da Primeira Guerra Mundial. A capital francesa oferecia recantos que pareciam refúgios seguros, como a histórica livraria Shakespeare and Company. Fundada em 1919 por Sylvia Beach, dedicava-se, e ainda se dedica, à venda de livros em língua inglesa, naquele momento difíceis de conseguir a um preço razoável.
A cantora Amy Winehouse, em uma imagem inédita publicada no livro 'Amy Winehouse by Blake Wood'.BLAKE WOOD
Amy Winehouse também foi feliz
Um livro de fotografias inéditas mostra a rainha do soul relaxada e natural como nunca antes se viu
Maria Salas Araá
Madri, 11 nov 2018
Por trás do inconfundível cabelo, das tatuagens e do agressivo delineador de olhos de Amy Winehouse (1983-2011), rainha do soul falecida há sete anos, escondia-se uma mulher sensível, extremamente vulnerável, que desejava se afastar de seus vícios e da perseguição da mídia para curtir em segredo a praia e conversas íntimas com um de seus grandes amigos: o fotógrafo Blake Wood. A imagem que ficou marcada é a de uma vida pública que os tabloides transmitiram ao vivo, repleta de aparições em que estava embriagada, de declarações explosivas e, no final, o famoso show de Belgrado, o último —pouco mais de um mês antes de sua morte—, no qual Winehouse mal pôde balbuciar, entre vaias, algumas palavras inaudíveis.
Mas havia outra face. Seu amigo Blake Wood foi um dos poucos a conhecer a sensibilidade que a poderosa imagem de Winehouse escondia, a mesma que interrompeu Bono, do U2, durante seu discurso nos prêmios Q Music Awards com um “cala a boca, não estou nem aí com o que você diz”. Viajando por Londres, Paris ou Santa Lúcia, o fotógrafo registrou com sua Polaroid momentos privados da artista, cuja faceta mais alegre, oculta até agora, é revelada pela primeira vez. O livro Amy Winehouse by Blake Wood, editado pela Taschen, reúne 85 fotografias em preto e branco, na maioria inéditas. Foram tiradas entre 2008 e 2009, um dos períodos mais complicados da cantora. O ano de 2008 foi o mais devastador, com detenções por posse de drogas, uma briga a socos com um fã em um show e a separação de seu polêmico marido Blake Fielder-Civil, com quem se casara meses antes, em maio de 2007. Suas brigas e reconciliações, entre crack, heroína e álcool, encheram os tabloides. A espiral destrutiva continuou com a entrada de Fielder-Civil na prisão, de onde pediu o divórcio, assinado em 2009. Winehouse sempre disse que foi o amor de sua vida.
A cantora Amy Winehouse, em outra imagem inédita publicada no livro 'Amy Winehouse by Blake Wood'.
É surpreendente que naquele momento de vícios, transtornos alimentares e depressão, a jovem fosse retratada sorridente e natural, sóbria, com o cabelo ao vento, brincando com a areia e montando a cavalo. Ela só teve essa confiança com Blake Wood, só deixou que ele a fotografasse, sabendo que não escondia más intenções nem procurava, como muitos outros, imortalizar suas desgraças. Com ele, encontrava a paz. A amizade entre os dois foi quase imediata. Conheceram-se em janeiro de 2008 em Londres, quando ele aspirava a ser fotógrafo e ela já era uma artista consagrada, com uma fama que não se via desde os Beatles. O livro conta que a britânica nunca agiu como uma estrela, e sim com ternura, comovida pela história de Wood, que atravessava um mau momento depois de um rompimento amoroso. Ela o apoiou, cantou-lhe Some Unholy War e acariciou-lhe o cabelo até ele dormir. Tornaram-se inseparáveis.
A cantora Amy Winehouse, na portada do livro 'Amy Winehouse by Blake Wood'.
Em pouco tempo o fotógrafo viu como Winehouse “vivia prisioneira” e tentou afastá-la de seu apartamento no bairro londrino de Candem, onde os paparazzi tinham acampado, para que se sentisse livre e se afastasse dos excessos. Acompanhou-a durante a reabilitação —“não foi fácil”— e celebrou seu triunfo nos prêmios Grammy de 2008, uma edição apoteótica em que a cantora bateu recordes. Ganhou cinco, um deles o de melhor canção do ano por Rehab, a história rebelde, contada em primeira pessoa, de uma mulher que se refugia no álcool para superar um rompimento e se nega a ir para uma clínica de reabilitação.
Quando todos temiam seu fim, que demorou três anos para chegar, Winehouse e Wood se refugiavam durante temporadas na ilha caribenha de Santa Lúcia, sua proteção, o ambiente onde se sentiu a salvo. “Houve momentos incrivelmente brilhantes em meio a todo o caos e isso é o que vejo nestas imagens”, explica no livro o autor das fotos mais pessoais já vistas da cantora. Nadavam, tomavam sol, brincavam no balanço, faziam ioga, e Winehouse vivia com ele uma transformação física e mental. Vê-se uma Amy saudável, forte, alegre, que desfruta a natureza e brinca com seu amigo. “Quero demonstrar que nem tudo foi tão ruim naqueles anos, houve momentos bons e divertidos, e quero mostrar de uma forma jamais vista como capturei sua beleza ao natural. Ela não sabia o quanto era linda. Tentei dizer isso a ela”, acrescenta.
A cantora Amy Winehouse, em outra imagem inédita publicada no livro 'Amy Winehouse by Blake Wood'.
A favorita de Wood é a foto de Winehouse em uma cadeira de praia tomando sol seminua. “Era estranho para mim vê-la dessa maneira, sóbria e tranquila, simplesmente sentindo-se bem e cômoda em sua própria pele. Irradiava energia”, recorda. O fotógrafo conta que sonhavam com o futuro. “Íamos fazer uma viagem pelos Estados Unidos. Ela me disse: ‘Vamos rir em nossas cadeiras de balanço algum dia’”. Todo foi interrompido em 23 de julho de 2011 por um consumo letal de vodca que tirou a vida de Winehouse aos 27 anos, uma idade maldita, e a transformou em lenda. Através de suas fotografias, Wood quer que todos descubram a pessoa que ele conheceu e apreciem “essa luz, essa luz brilhante e amorosa” que só uns poucos puderam ver em Amy Winehouse.