quarta-feira, 26 de junho de 2019

Igor Oléinikov / Ilustrador russo vence ‘Nobel de literatura infantil’



“Aelita” (“O Declínio de Marte”), de Aleksêi Tolstói
“Aelita” (“O Declínio de Marte”), de Aleksêi Tolstói
Nascido em 1953 na cidade de Liúbertsi, nos arredores de Moscou, Igor nunca obteve um diploma em arte, o que costuma surpreender quem vê seus trabalhos.
Formou-se em engenharia ambiental pela Universidade Estatal de Moscou Lomonossov, mas preferiu dedicar-se à arte – como sua mãe, que desenha tapetes.
“Todas as crianças pintam, mas há um momento em que a maioria delas perde o interesse. Minha mãe me apoiou, e ela não deixou esse interesse passar”, disse Igor em 2013. “Era uma artista e me fez interessar por arte. Ela dava sugestões para mim quando eu estava pintando algo e foi assim que se desenvolveu meu interesse.”
“Don Quixote”, de Evguêni Chvarts
“Don Quixote”, de Evguêni Chvarts
Sua carreira começou no estúdio de animação Soyuzmultfilm, em Moscou, onde trabalhava como animador em curtas como “O Mistério do Terceiro Planeta”, “Era uma vez um cão” e “As Viagens de uma Formiga”.
“Eu pinto desde criança e, desde que eu estava na 7ª série, sonhava em trabalhar no Soyuzmultfilm”, lembra. “Então meu pai me disse: ‘junte todos os seus desenhos e vá para o Soyuzmultfilm’; e foi assim que consegui um emprego lá.”
“Le boeuf e l'âne de la creche”, de Jules Supervielle
Calendário 2017
Nos anos 1990, começou a trabalhar em outro estúdio de animação chamado Christmas Film, onde contribuiu para longas como “A Flauta Mágica” e “Podna e Podni”.
Paralelamente ao trabalho de animação, Oléinikov passou a se dedicar à ilustração de livros e revistas para crianças.
Nas últimas três décadas, já ilustrou mais de 80 obras infantis e adultas, incluindo “O nariz”, de Nikolai Gógol.
Calendário 2017
“Koniok-gorbunok”, de Piotr Ierchov
O segredo de sua arte
“Eu sempre quis convencer as crianças (...) de que o que está nas ilustrações e a história acontece na vida real, para que elas acreditem em contos de fadas”, diz ele. “Comecei a pintar de forma mais realista para me aproximar do leitor.”
“Duas namoradas e uma poção de amor”, de Sofia Prokófieva
“Book of Nonsense”, de Edward Lear

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