quinta-feira, 18 de setembro de 2014

David Bowie / O devorador insaciável

David Bowie

David Bowie, o devorador insaciável

Uma nova biografia do cantor o apresenta como um obcecado por sexo



O cantor David Bowie.
O mundo das biografias é um suculento negócio no qual com frequência o menos importante é que o personagem protagonista no livro tenha colaborado para que fosse escrito. Esse é o caso de Bowie, uma nova biografia não autorizada sobre o camaleônico e esquivo cantor britânico David Bowie que será lançada na próxima segunda-feira no Reino Unido, assinada por Wendy Leigh, uma escritora e jornalista que fez carreira na base das biografias (não autorizadas) de múltiplas celebridades. Autora de livros tão díspares comoPatrick Swayze: One Last Dance e A Vida com Minha Irmã Madonna, escrito em parceria com o irmão da cantora (também sem permissão da norte-americana). Leigh se concentra desta vez na agitada vida de um dos artistas mais geniais e heterodoxos dos séculos XX e XXI, dando ênfase à sua vida sexual.
Levando em conta que as biografias daquele que também é conhecido como O Duque Branco, Ziggy Stardust e Aladdin Sane se contam por dezenas, deve ter sido um grande desafio para Leigh revelar coisas novas sobre Bowie. Mas, segundo garante a autora, o livro traz à tona “o voraz e desinibido apetite sexual” de um cantor que de todo modo nunca negou que durante sua juventude a promiscuidade foi uma parte essencial de sua vida. Para alguém que se declarou gay, bissexual, heterossexual, o livro não deve ser uma surpresa.
“Ele e Angie eram célebres por tecer uma rede sexual ao redor daqueles de quem gostavam”, escreve Leigh sobre o Bowie dos anos setenta e sua primeira mulher, a modelo Angie. Ambos se conheceram precisamente enquanto tinham uma aventura sexual com o mesmo homem em 1969, “na época em que Bowie se tornou viciado na ligação com a elite gay de Londres”, ressalta Leigh.
O livro chega ao mercado britânico oito semanas antes do próximo álbum do cantor, um disco compilatório que curiosamente se intitula Nothing has Changed (Nada mudou), embora, a julgar pelo que conta o livro, muitas coisas tenham mudado para Bowie. Nele se incluem frases de conhecidos do cantor de sua época mais selvagem, os anos sessenta e setenta, que dizem coisas como: “Ele vai se tornar uma grande estrela ou ganhar um monte de dinheiro nos banhos públicos de Picadilly”. Isso é o que conta um deles, recordando os primeiros passos de Bowie em uma época em que aquela conhecida praça era um dos epicentros da prostituição gay londrina.
A biografia reúne entrevistas com amigos, gente da indústria da música e ex-amantes do cantor. Leigh descreve a vida de Bowie desde a infância, marcada por uma mãe fria e distante, um pai ambicioso e um irmão que passou seus dias encerrado em uma instituição mental. Segundo a autora, a busca do sucesso foi uma maneira, por um lado, de fugir da doença do irmão –que Bowie temia pudesse adquirir também– e, por outro, soltar as rédeas de seu voraz apetite sexual.

O artista sempre se declarou gay, bissexual e heterossexual
No livro se fala pela primeira vez dothe pit, que poderia ser traduzido comoburaco, em referência a uma cama de metro e meio de profundidade onde Bowie, sua primeira mulher e seus amigos organizavam suas orgias. “Angie e David costumavam organizar as melhores orgias da cidade, nas quais todo o mundo fodia com todo o mundo”, conta um amigo do casal no livro.
Leigh proclama que Marianne Faithfull e Bianca Jagger também mantiveram relações sexuais com Bowie. Até agora o parceiro de cama mais célebre com quem se relacionara era Mick Jagger, cantor dos Rolling Stones, embora também se conhecessem outras conquistas: Susan Sarandon, Tina Turner e, segundo Leigh, até Nina Simone.
Muitos dos entrevistados se referem a Bowie como um viciado em sexo que só depois de ter satisfeito todas as suas fantasias de cama esteve pronto para a monogamia: há 22 anos é o parceiro da modelo Iman, com a qual tem uma filha. Hoje, aos 67 anos, age como pai exemplar e continua rompendo barreiras como artista.



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