terça-feira, 1 de setembro de 2026

Culto Ar / Visite o Peru!


Cuzco, no Peru. Vale muito a pena seguir rumo ao norte em direção a Cuzco, o umbigo do mundo, a cidade fica no vale sagrado dos incas, e pode servir de base para depois seguir até o topo dos Andes e conhecer a inebriante Machu Picchu, mas não sem antes dar uma volta pelo umbigo e visitar locais como a Plaza de Armas, o Mercado Central San Pedro e se deliciar com um bom Ceviche, e também visitar o Templo Do Sol, além de muitos outros atrativos desta acolhedora cidade

Culto Ar: visite o Peru!

Seja gentil ao pisar no solo sagrado, esse lugar vive e viverá para sempre


Ébano Rosa
15 julho 2025

Desde as primeiras aglomerações humanas, nós nos habituamos a deixar nossos vestígios para a posteridade, seja lá de que tipo for, nós sempre deixamos rastros. O homem em sua essência é um ser que não consegue passar despercebido – salvo alguns raros exemplos - , desde as paredes de uma caverna até o solo lunar, vamos seguindo e imprimindo as nossas digitais em tudo, ou em todos. 

É verdade que nem sempre agimos da melhor maneira, porém o que mais nos difere dos outros animais é que nós temos um propósito (ou achamos que temos), que é a perpetuação da nossa espécie e o culto a nós mesmos é a nossa verdadeira arte.

Por exemplo; hábitos gastronômicos, vestimentas, gosto musical e mais uma infinidade de coisas… Estes e outros exemplos talvez façam de nós seres cultos ou coisa do tipo, mas o que talvez nós ainda não tenhamos parado para pensar é que tudo isso e muito mais talvez seja uma questão genética, é aquilo que feliz ou infelizmente, nos define, e está muito além do que nossos olhos podem ver. Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo, provando sabores, cheiros, cores, ritmos e afins; sempre acreditei que um povo sem cultura está fadado ao esquecimento.

E você caro leitor, o que acha ? 

Numa das minhas andanças eu tive a honra e o prazer de conhecer um país magnífico chamado Peru, - em quéchua e aimará: Piruw – um país majestoso pincelado pelos picos ainda nevados dos andes, a floresta amazônica e o oceano pacífico. Visitar esse lugar foi como fazer uma viagem no espaço-tempo, de norte a sul e de leste a oeste, o Peru é na minha opinião a obra-prima da américa latina, lá é possível encontrar desde vestígios da presença humana de cerca de 10.500 anos antes da era comum, em sítios arqueológicos bem preservados, até uma culinária ímpar. 

É impossível não ficar maravilhado com tanta diversidade e com um povo acolhedor, dono de um sorriso cativante que vai te levar a se sentir em casa, até me arrisco a dizer que você vai querer ficar. Por falar em casa, eu sugiro que você, caso queira visitar esse pedaço do céu, comece o seu passeio pela capital, Lima; com suas cores e mercados vibrantes. Esta cidade nunca dorme, é fato que nesse quesito ela não é tão cheia de opções como outras mais agitadas mundo afora, mas eu posso te garantir que em Lima o pulso pulsa mesmo. 

Você pode começar o seu passeio tomando um bom café da manhã no mercado central, que apesar da arquitetura singular tem em seu interior um universo de variedades, eu sei que o querido leitor pode dizer que mercados são um tanto clichê, mas para mim um mercado é o termômetro do lugar - na próxima vez que você visitar um, olhe de forma mais ampla e veja se concorda comigo. Depois, dê um passeio por Miraflores e toda a região metropolitana, e se tiver tempo e disposição um bom mergulho nas águas do pacífico fará muito bem a você caro viajante; apenas fique atento aos surfistas, eles são muitos nessa região e embelezam mais ainda o lugar deslizando imponentes sobre as ondas que lambem a costa Peruana.

Para se conectar ainda mais, vale muito a pena seguir rumo ao norte em direção a Cuzco, o umbigo do mundo, a cidade fica no vale sagrado dos incas, e pode servir de base para depois seguir até o topo dos Andes e conhecer a inebriante Machu Picchu, mas não sem antes dar uma volta pelo umbigo e visitar locais como a Plaza de Armas, o Mercado Central San Pedro e se deliciar com um bom Ceviche, e também visitar o Templo Do Sol, além de muitos outros atrativos desta acolhedora cidade. Também vale lembrar que uma vez em Cuzco, é bem provável que você comece a perceber os efeitos da altitude, e que efeitos mas, uma vez no Peru sejamos Peruanos e com uma boa caneca de chá de coca mandamos os males das alturas para as alturas.

Agora sim, acostumados com a geografia do local é só se dirigir rumo a Águas Calientes para visitar aquela que é a joia da coroa, Huayna Picchu – a cidade perdida dos Incas – a ida até lá já é algo digno de cinema, seja de trem pelos seus trilhos mata adentro ou de carro pelas sinuosas e perigosas estradas que levam até a cidade que fica no sopé da montanha onde jaz a cidade de veraneio dos nobres Incas. Seja de forma solitária ou acompanhado a ida vale muito a pena, no trajeto é muito provável que você encontre pessoas de todos os cantos desse nosso globo azul, e perceba em cada rosto um sonho, uma história, um canto … e que canto! De Águas Calientes até Machu Picchu é possível ir a pé de ônibus ou de trem (a escolha é sua, viajante); mas preciso partilhar a minha experiência e dizer que a pé é algo transcendente, são cerca de 10kms onde eu percorri uma das diversas trilhas em meio a floresta, trilhos e transeuntes. 

Chegar à cidade no alto da montanha é como fazer uma imersão em si mesmo, é um encontro seu com os seres que lá habitam (ainda estou aqui) e isso é só seu. Cada rua, cada casa, cada pedra, ainda está tudo lá, vivo e pulsante. Porém, assim como tantos outros belos pontos turísticos pelo mundo, esse também tem sofrido com a ação humana, como se não bastasse a visita indesejada dos saqueadores europeus, agora a praga da vez é o turismo de massa. Mas isso não quer dizer que não se deve visitar mais o santuário, vá… Mas não deixe nem pegue nada, não deixe rastros, não tire nada do lugar, o que é seu é seu e o que é da montanha é só da montanha.

Por fim, partilho com você as palavras daqueles índios que com as suas indumentárias fascinantes me guiaram na minha jornada até o topo: seja gentil ao pisar no solo sagrado, esse lugar vive e viverá para sempre, você é bem vindo e também é parte de tudo isso, tudo é nosso e não deles, pois não existem eles, só nós existimos, e apesar do destino ser o alvo, segure firme em minha mão e eu te mostrarei que o caminho somos nós que o fazemos, e ele é muito mais belo do que se imagina. 

E como disse Veloso, um índio descerá de uma estrela colorida brilhante…

Visite o Peru!

Machu Picchu, no Peru. De Águas Calientes até Machu Picchu é possível ir a pé de ônibus ou de trem (a escolha é sua, viajante); mas preciso partilhar a minha experiência e dizer que a pé é algo transcendente, são cerca de 10kms onde eu percorri uma das diversas trilhas em meio a floresta, trilhos e transeuntes
Peruana com sua lhama. Visitar esse lugar foi como fazer uma viagem no espaço-tempo, de norte a sul e de leste a oeste, o Peru é na minha opinião a obra-prima da américa latina, lá é possível encontrar desde vestígios da presença humana de cerca de 10.500 anos antes da era comum, em sítios arqueológicos bem preservados, até uma culinária ímpar
Machu Picchu, no Peru. Chegar à cidade no alto da montanha é como fazer uma imersão em si mesmo, é um encontro seu com os seres que lá habitam (ainda estou aqui) e isso é só seu. Cada rua, cada casa, cada pedra, ainda está tudo lá, vivo e pulsante
Peruana com sua lhama. É impossível não ficar maravilhado com tanta diversidade e com um povo acolhedor, dono de um sorriso cativante que vai te levar a se sentir em casa, até me arrisco a dizer que você vai querer ficar
Machu Picchu, no Peru. Assim como tantos outros belos pontos turísticos pelo mundo, esse também tem sofrido com a ação humana, como se não bastasse a visita indesejada dos saqueadores europeus, agora a praga da vez é o turismo de massa. Mas isso não quer dizer que não se deve visitar mais o santuário, vá… Mas não deixe nem pegue nada, não deixe rastros, não tire nada do lugar, o que é seu é seu e o que é da montanha é só da montanha
Peruana com sua lhama. Hábitos gastronômicos, vestimentas, gosto musical e mais uma infinidade de coisas… Estes e outros exemplos talvez façam de nós seres cultos ou coisa do tipo, mas o que talvez nós ainda não tenhamos parado para pensar é que tudo isso e muito mais talvez seja uma questão genética, é aquilo que feliz ou infelizmente, nos define, e está muito além do que nossos olhos podem ver
  1. Machu Picchu, no Peru. De Águas Calientes até Machu Picchu é possível ir a pé de ônibus ou de trem (a escolha é sua, viajante); mas preciso partilhar a minha experiência e dizer que a pé é algo transcendente, são cerca de 10kms onde eu percorri uma das diversas trilhas em meio a floresta, trilhos e transeuntes
  2. Peruana com sua lhama. Visitar esse lugar foi como fazer uma viagem no espaço-tempo, de norte a sul e de leste a oeste, o Peru é na minha opinião a obra-prima da américa latina, lá é possível encontrar desde vestígios da presença humana de cerca de 10.500 anos antes da era comum, em sítios arqueológicos bem preservados, até uma culinária ímpar
  3. Machu Picchu, no Peru. Chegar à cidade no alto da montanha é como fazer uma imersão em si mesmo, é um encontro seu com os seres que lá habitam (ainda estou aqui) e isso é só seu. Cada rua, cada casa, cada pedra, ainda está tudo lá, vivo e pulsante
  1. Peruana com sua lhama. É impossível não ficar maravilhado com tanta diversidade e com um povo acolhedor, dono de um sorriso cativante que vai te levar a se sentir em casa, até me arrisco a dizer que você vai querer ficar
  2. Machu Picchu, no Peru. Assim como tantos outros belos pontos turísticos pelo mundo, esse também tem sofrido com a ação humana, como se não bastasse a
    visita indesejada dos saqueadores europeus, agora a praga da vez é o turismo de massa. Mas isso não quer dizer que não se deve visitar mais o santuário, vá… Mas não deixe nem pegue nada, não deixe rastros, não tire nada do lugar, o que é seu é seu e o que é da montanha é só da montanha
  3. Peruana com sua lhama. Hábitos gastronômicos, vestimentas, gosto musical e mais uma infinidade de coisas… Estes e outros exemplos talvez façam de nós seres cultos ou coisa do tipo, mas o que talvez nós ainda não tenhamos parado para pensar é que tudo isso e muito mais talvez seja uma questão genética, é aquilo que feliz ou infelizmente, nos define, e está muito além do que nossos olhos podem ver


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