sábado, 20 de fevereiro de 2016

Morre Umberto Eco


Umberto Eco

Morre Umberto Eco

O escritor e filósofo italiano faleceu aos 84 anos, segundo informa o jornal 'La Repubblica'


PABLO ORDAZ

Aos 84 anos, sem nunca perder a curiosidade crítica, morreu nesta sexta-feira em Milão o escritor, filósofo e semiólogo italiano Umberto Eco. A notícia foi comunicada ao jornal italiano La Repubbllica pela família. O autor de obras essenciais, tais como O Nome da Rosa, de 1980, ou Pêndulo de Foucault, de 1988, nasceu em Alessandria, norte da Itália, em 5 de janeiro de 1932. A última das obras de sua prolífica carreira como autor de romances de sucesso e ensaios de semiótica, estética medieval ou filosofia, foi Número Zero, um olhar crítico do grande conhecedor da comunicação sobre a crise do jornalismo, que, alertou, começou "nos anos cinquenta e sessenta, quando a televisão chegou."

Jack Vettriano / Homens e mulheres I


Jack Vettriano
(1951)
Homens e mulheres I


Jack Vettriano© – Dancer For Money

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

‘O abraço da serpente’, um marco para o cinema da Colômbia


‘O abraço da serpente’, 

um marco para o cinema 

da Colômbia

Especialistas explicam por que o filme virou um sucesso dentro e fora do seu país de origem


ANA MARCOS
Bogotá 18 FEV 2016 - 09:27 COT

O abraço da serpente foi filmado em preto e branco numa cenário multicolorido, a Amazônia colombiana. O longa é protagonizado por dois indígenas que se comunicam em sua língua nativa. Seu diretor, Ciro Guerra, com menos de 40 anos, havia realizado apenas três filmes até agora, todos eles na categoria dos independentes. O realizador levou cinco anos para conseguir estrear este trabalho, que foi apenas o sétimo filme colombiano mais visto de 2015 dentro do país, com 119.462 espectadores – uma cifra modesta em comparação aos mais de dois milhões do documentário Colombia Magia Salvaje e dos 1,12 milhão da comédia Uno al año no hace daño, segundo dados da Cine Colombia, principal empresa local de distribuição e exibição.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sante D'Orazio / Pamela Anderson

Pamela Anderson Smiling #1, Hollywood, 2000

Sante D'Orazi
PAMELA ANDERSON

Работы известного фотографа Sante D’Orazio (98 фото - 7.65Mb)
Pamela Anderson

Sante D'Orazi
PAMELA ANDERSON




Работы известного фотографа Sante D’Orazio (98 фото - 7.65Mb)
Pamela Anderson
Работы известного фотографа Sante D’Orazio (98 фото - 7.65Mb)
Pamela Anderson

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Grandes mulheres da literatura em 14 filmes imperdíveis

Henry & June
de Philip Kaufman
1990

GRANDES MULHERES DA LITERATURA EM 14 FILMES IMPERDÍVEIS
POR VANELLI DORATIOTO

Histórias reais quase sempre emocionam, e quando elas falam de escritoras e poetisas, as quais admiramos, parece que o fascínio se torna ainda maior. Em comum nessa lista de 14 filmes biográficos estão grandes mulheres que com poesia e prosa mudaram o mundo. Cada filme, com sua peculiaridade, é capaz de despertar em nós interesse, fascinação e até mesmo desapontamento, pois como leitores não cansamos de idealizar aquelas que um dia nos sussurraram aos ouvidos as mais belas palavras.

Todos filmes abaixo são biográficos e têm como protagonistas grandes poetisas e escritoras. Espero que gostem da seleção!
1. As Irmãs Brontë / De André Techiné, França, 1979
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Esse filme é o quarto do diretor Techiné e inesperadamente foi relançado em 2014 em DVD no Brasil. O enredo se passa em Yorkshire, na Inglaterra do século XIX, e fala da vida das três irmãs escritoras Brontë, Charlotte (Marie-France Pisier), Emily (Isabelle Adjani) e Anne (Isabelle Huppert), que apesar de terem morrido jovens e de terem vivido bastante reclusas, se tornaram ícones da literatura mundial. No filme também aparece o irmão pintor das escritoras, que possivelmente serviu de inspiração para elas em muitos momentos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quem perdeu foi quem te deixou



QUEM PERDEU FOI QUEM TE DEIXOU


Por Marcel Camargo

"Quando nossas vidas se pautam por vivermos aquilo em que acreditamos, por sermos o que somos e por sentirmos o que temos verdadeiramente dentro de nós, jamais estaremos oferecendo menos do que poderíamos, ou seja, teremos a certeza de que fizemos o nosso melhor e nos doamos com sinceridade e entrega honesta, transparente."

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Ninguém consegue lidar direito com a rejeição, quando se é largado, quando se é preterido e trocado por outra pessoa. Talvez seja porque, nessas situações, acabamos por acreditar que não somos dignos do amor de ninguém, o que fere ainda mais a nossa autoestima, estendendo o nosso luto sentimental além da conta. Já não basta a dor da perda, somos levados a também ficar tentando encontrar os nossos erros, o que fizemos ou deixamos de fazer para que o relacionamento ruísse.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O filme Carol e o apaxionar-se


O FILME CAROL E O APAIXONAR-SE...


POR SIMONE BITTENCOURT SHAUY


Um encontro inesperado transforma para sempre a vida de duas extraordinárias mulheres numa época na qual uma paixão assim seria traduzida como imperdoável transgressão.

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Cate Blanchett (Carol) e Rooney Mara (Therese)
Carol
O cenário é Nova Iorque, Estados Unidos, década de 50. O filme baseado no livro entitulado originalmente "The Price of Salt" da autora americana Patricia Highsmith. A história, uma história sobre as descobertas, o fascínio, belezas, incertezas e os desafios no processo do apaixonar-se.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carol / Uma história de paixão

Carol
Cate Blanchett e Rooney Mara


Uma história de paixão

'Carol' parece um filme de Douglas Sirk, com sua sensibilidade, seu brilhante barroquismo e seu espetacular tratamento da luz







“Tinha os olhos cinza, incolores, mas dominantes como a luz ou o fogo (...). A mulher também olhava para Therese (...). Então a viu avançar lentamente até o balcão, e o coração deu um tranco recuperando o ritmo. Sentiu que o rosto lhe ardia à medida que a mulher se aproximava cada vez mais”, escreveu Patricia Highsmith em Carol. A radiografia de uma excitação física, talvez também mental, que ocorre interiormente e luta para sair ao exterior. Em apenas um parágrafo, como em tantos outros grandes romances. Não tanto como em outros: são duas mulheres. Em 1952, Highsmith conseguiu publicar Carol, uma história de amor proibido. Tão proibido que no cinema dos anos cinquenta teria sido impensável a sua adaptação. Ela chega agora, em 2016, graças ao trabalho de Todd Haynes, empenhado em reconstruir o cinema daquela década com a liberdade desta.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Exposição no MIS-SP propõe um passeio pela mente de Tim Burton

A porta de entrada a Burton, na mostra do MIS.

Exposição no MIS-SP propõe um passeio pela mente de Tim Burton


SP é a primeira cidade da América Latina a ter a mostra que disseca o repertório do menino desajustado


Tim Burton, quando era criança, não gostava de Natal. Hoje, uns 50 anos, 20 longas e vários curtas e séries depois, continua não gostando. Basta um passeio pela exposição O mundo de Tim Burton, que acaba de estrear com ingressos esgotados até março no Museu da Imagem do Som (MIS), em São Paulo, propondo um mergulho no universo criativo desse cineasta norte-americano (Burbank; 1958) para dar-se conta disso. Concebida pela própria equipe de Burton e repaginada pelo MIS-SP, a primeira instituição a recebê-la na América Latina, a mostra exibe cerca de 500 objetos, entre ilustrações, fotografias, bonecos e pinturas, além de trechos de filmes, do eterno menino desajustado que combina terror e humor de maneira terna e como ninguém.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Tim Burton / A ovelha negra da Disney

Tim Burton
Tim Burton, a ovelha negra (e desgarrada) da Disney

O cineasta será celebrado no MIS-SP com uma exposição a partir de fevereiro

Apesar da fama de ‘outsider’, ele também se preocupa com o bem e o mal

São Paulo 20 JAN 2016 - 14:24 COT


Como se sabe, a maioria das ovelhas nasce branca. Quando uma alteração genética acontece, e uma ovelha vem ao mundo negra, ela é logo considerada diferente das demais, taxada inclusive de rebelde. Com uma exposição-ode ao seu trabalho prestes a estrear no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, o cineasta Tim Burton (57) pode, facilmente, servir a essa metáfora. É dark, na aparência e na obra, e – desde que fez parte do rebanho da Disney, o maior palco cinematográfico do moralismo ocidental, lá no início de sua carreira – é considerado um outsider.